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BRUXELAS 25 mar. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia instou nesta quarta-feira os Estados-Membros a concederem auxílios de emergência às famílias vulneráveis, a reduzirem os impostos sobre a eletricidade e a aplicarem medidas para evitar cortes no fornecimento, face ao aumento dos preços da energia decorrente do conflito no Oriente Médio.
Foi o que defendeu o comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, durante um debate na sessão plenária do Parlamento Europeu em Bruxelas, onde alertou que a Europa continua exposta à volatilidade dos combustíveis fósseis, num contexto marcado por novas tensões internacionais.
“Se não aprendermos, estamos condenados a repetir nossos erros do passado, década após década, crise após crise”, afirmou o comissário, que destacou que a situação atual volta a evidenciar a dependência energética do bloco.
Nesse sentido, ele enfatizou a necessidade de adotar medidas imediatas para proteger os consumidores mais vulneráveis e conter o impacto nas contas de energia, reduzindo os “impostos especiais sobre a eletricidade”, bem como recorrendo a “medidas de proteção para evitar cortes no fornecimento”.
“O primeiro componente dos preços são as taxas e os impostos, e precisamos reduzir as alíquotas sobre a eletricidade. São os Estados-Membros que devem garantir que haja uma tributação menor sobre a eletricidade do que sobre os combustíveis fósseis”, afirmou.
Além disso, defendeu que os países da UE devem aproveitar as ferramentas já disponíveis na legislação europeia para facilitar o acesso a tarifas mais baixas e dar maior capacidade de escolha aos consumidores.
“Devemos permitir que os consumidores mudem para contratos mais baratos, que utilizem a energia com mais flexibilidade e capacitá-los para que possam produzir e compartilhar sua própria energia limpa”, indicou.
No entanto, ele defendeu que a resposta passa por acelerar a transição energética, reforçar as redes elétricas e avançar para uma maior eletrificação do sistema. “Temos que redobrar nossas ações em prol da independência energética e construir uma verdadeira união energética”, concluiu.
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