Publicado 25/08/2026 09:58

Bruxelas exige que Israel ponha um fim à retórica “atroz” de Ben Gvir e relembra que está avaliando a possibilidade de impor sanções

Ministro israelense defende matar “30 ou 40” pessoas todas as noites no território palestino de Gaza

Archivo - Arquivo - 15 de abril de 2026, ---, Jerusalém: Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, acena para seus apoiadores após uma manifestação em seu favor, em frente ao Supremo Tribunal de Justiça de Israel, em Jerusalém. Foto: Matteo Plac
Matteo Placucci/ZUMA Press Wire/ DPA - Arquivo

BRUXELAS, 25 ago. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia exigiu nesta terça-feira que o governo de Israel ponha um freio à retórica “atroz e incendiária” de seu ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, após suas últimas declarações sobre matar cerca de 40 palestinos de Gaza todas as noites, e lembrou que há uma proposta em tramitação para incluí-lo na lista de sanções da UE por violações dos Direitos Humanos.

“Em sua função de ministro, o governo israelense tem a responsabilidade de conter esse tipo de retórica”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas o porta-voz de Relações Exteriores da União Europeia, Anouar El Anouni, que insistiu que o uso de uma linguagem “atroz e incendiária” é “inaceitável” e “não deve ficar impune”.

O porta-voz da União Europeia respondeu assim a uma pergunta sobre as declarações de Ben Gvir, depois que o ministro israelense pediu que se intensificassem os ataques contra a Faixa de Gaza, defendeu a morte de dezenas de palestinos todas as noites e a construção de “assentamentos judeus” no enclave palestino, alegando que os residentes “nem sequer são pessoas”.

Nesse sentido, El Anouni relembrou a proposta da Comissão Europeia apresentada ao Conselho (dos Estados-membros) para incluir o ministro israelense na lista de sanções do bloco, no âmbito do regime global de sanções por violações dos Direitos Humanos.

Com relação à intensificação dos ataques israelenses contra Gaza e à situação das crianças palestinas, o porta-voz reiterou que os civis, “em particular as crianças”, devem ser protegidos em todos os momentos, de acordo com o Direito Internacional Humanitário.

Ele fez essa declaração depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou com novas evacuações da população caso os habitantes de Gaza não cessem imediatamente o lançamento de “pipas, drones e balões” a partir da Faixa de Gaza, apesar de o Exército israelense ter confirmado que tais objetos não transportavam nada perigoso.

BRUXELAS REITERA SUA OPOSIÇÃO AO PLANO DE ASSENTAMENTO E1

Por outro lado, a Comissão Europeia voltou a exigir que Israel retire a licitação para a construção de mais de 1.200 residências no polêmico projeto de assentamento E1, ao considerar que sua execução prejudicaria gravemente as perspectivas de uma solução de dois Estados.

Conforme alertou El Anouni, a implementação desse plano dividiria a Cisjordânia em duas partes, isolaria Jerusalém Oriental e minaria ainda mais a viabilidade da solução de dois Estados, em um contexto marcado também pelo aumento da violência por parte dos colonos.

“A posição da UE é clara”, ressaltou o porta-voz, insistindo que os assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo a zona E1, são “ilegais” segundo o Direito Internacional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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