BRUXELAS 7 ago. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia evitou nesta quinta-feira referir-se à ofensiva israelense em Gaza como genocídio, depois que sua vice-presidente executiva, Teresa Ribera, disse em uma entrevista que a situação "se não é genocídio, é muito semelhante à definição usada para expressar seu significado".
Em uma coletiva de imprensa na capital da UE, a porta-voz de relações exteriores da UE, Annita Hipper, disse que a posição do bloco é que a crise na Faixa é "insustentável" e que a morte de civis é "indefensável", além de pedir que a ajuda humanitária seja distribuída "em larga escala".
De qualquer forma, ele evitou comentar as declarações de Ribera, ressaltando que, em questões de crimes internacionais, "essa é uma questão para os tribunais nacionais, bem como para os tribunais internacionais".
"Temos uma linha clara quando se trata de estabelecer os fatos, e isso é algo que a Comissão está fazendo por meio de seus relatórios regulares e constantes", reiterou Hipper.
As contínuas violações dos direitos humanos na Faixa de Gaza, nos termos usados pelo Serviço de Ação Externa em um relatório sobre a crise, continuam a gerar profundas divisões dentro da UE entre os estados-membros que defendem a preservação dos canais com Israel, como a Alemanha, a Áustria e a República Tcheca, e aqueles que pedem uma retaliação maior, como a suspensão do Acordo de Associação com Israel, como a Espanha, ou o congelamento das relações econômicas, como a Suécia e a Holanda.
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