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Albares solicitará na segunda-feira à UE que retire as sanções contra a presidente venezuelana como gesto após a anistia BRUXELAS 20 fev. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia não quis avaliar o pedido da Espanha para que sejam levantadas as sanções comunitárias impostas contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, embora se tenha mostrado disposta a usar “todas as ferramentas” à sua disposição para apoiar uma transição democrática no país latino-americano.
Questionado numa coletiva de imprensa sobre o pedido que Madri fará na reunião que os ministros das Relações Exteriores da União Europeia terão nesta segunda-feira em Bruxelas, o porta-voz das Relações Exteriores da Comissão, Anouar El Anouni, evitou se pronunciar sobre a possibilidade de os 27 países reverterem as sanções contra Delcy Rodríguez.
“Não vou comentar essa abordagem porque você apresentou uma perspectiva e não vou especular sobre os próximos passos, nem confirmar nem negar. O que posso dizer sobre nossa política de sanções é que as medidas individuais ou econômicas não são um fim em si mesmas”, indicou El Anouni.
O porta-voz comunitário lembrou que a UE aplica atualmente sanções contra 69 pessoas “diretamente responsáveis por minar a democracia, o Estado de Direito e os direitos humanos” na Venezuela, entre as quais se encontra Delcy Rodríguez, mas não o presidente Nicolás Maduro, agora preso em uma prisão nos Estados Unidos.
No entanto, acrescentou que a Comissão está disposta a “utilizar todos os instrumentos” à sua disposição, dentro das suas competências, “para apoiar uma transição para a democracia na Venezuela”. Desta forma, não fecha a porta a atender ao pedido da Espanha, caso isso ajude os venezuelanos. UM GESTO APÓS A APROVAÇÃO DA AMNISTIA
O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, anunciou esta sexta-feira que pedirá aos seus homólogos da UE que levantem as sanções contra Delcy Rodríguez após a amnistia para presos políticos aprovada por unanimidade na quinta-feira no país.
Em declarações à imprensa em Barcelona, o chefe da diplomacia espanhola garantiu que os 27 devem enviar “um sinal de que estão no caminho certo nesta nova etapa” porque “as sanções nunca são um fim, são um meio para que se produza este diálogo amplo, pacífico e democrático na Venezuela”.
Albares já havia indicado anteriormente que, se o novo governo venezuelano desse passos na direção certa, solicitaria a retirada de Rodríguez da lista de sancionados, argumentando que Maduro nunca esteve nela, assim como o presidente russo, Vladimir Putin.
No entanto, o ministro apresentará este pedido sobre Delcy Rodríguez durante o Conselho de Assuntos Externos (CAE) que terá lugar esta segunda-feira na capital comunitária, depois de, numa reunião preparatória, a Espanha ter solicitado a inclusão de um ponto da agenda sobre a Venezuela, segundo informaram fontes europeias.
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