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BRUXELAS 15 jun. (EUROPA PRESS) -
A comissária europeia para o Alargamento, Marta Kos, expressou nesta segunda-feira o desejo do Executivo comunitário de que os Vinte e Sete consigam se unir em torno de um candidato ao cargo de Alto Representante para a Bósnia e Herzegovina que trabalhe em benefício do país dos Balcãs e de seu caminho europeu.
"Espero que a União Europeia se una em torno de um candidato ao cargo de Alto Representante, que trabalhará no melhor interesse da Bósnia e Herzegovina, mas também no melhor interesse do caminho europeu deste país”, afirmou em declarações à imprensa durante o Conselho de Relações Externas (CRE) realizado nesta segunda-feira em Luxemburgo.
Kos citou uma pesquisa recente que mostra que 74% da população da Bósnia “deseja seguir o caminho europeu”, pelo que os líderes da União Europeia, e também da Bósnia e Herzegovina, “devem seguir essa visão” do povo bósnio.
“Na minha opinião, o Alto Representante deveria trabalhar de forma a que seu cargo se torne obsoleto muito em breve, para que a Bósnia e Herzegovina recupere a soberania total e possa tomar decisões sem supervisão internacional. E estamos preparando uma visão de futuro para a Bósnia e Herzegovina na Comissão Europeia”, acrescentou.
As declarações de Kos ocorrem depois que, no último dia 5 de junho, as delegações dos Estados Unidos e da Europa não conseguiram chegar a um acordo no Conselho para a Implementação da Paz (PIC, na sigla em inglês) para eleger um novo Alto Representante para a Bósnia e Herzegovina, após dois dias de consultas na sequência da renúncia do enviado anterior, Christian Schmidt.
O político conservador alemão, que atuava como garante internacional dos Acordos de Dayton que certificaram o fim da guerra da Bósnia, detalhou que nos dias seguintes continuariam as conversas com vistas a uma transição no cargo “até o final de junho”.
O Conselho não conseguiu chegar a um acordo durante as reuniões, depois que dois candidatos surgiram como favoritos: Zanardi Landi, apoiado pelos Estados Unidos e pela Itália, e o diplomata francês René Troccaz, apoiado por outros países europeus.
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