Publicado 14/08/2025 10:51

Bruxelas enfatiza que manterá as sanções contra a Rússia e planeja uma nova rodada em setembro

Archivo - FILED - 02 de abril de 2025, Bélgica, Bruxelas: Uma bandeira da União Europeia tremula ao vento em frente ao edifício Berlaymont, a sede da Comissão Europeia. Na quarta-feira, a Comissão Europeia impôs multas à Apple e à Meta, totalizando -700 m
Anna Ross/dpa - Arquivo

BRUXELAS 14 ago. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia enfatizou nesta quinta-feira que manterá a pressão sobre a Rússia para que cesse sua agressão contra a Ucrânia, inclusive por meio de sanções econômicas e individuais, e disse que espera tomar novas medidas em setembro.

Um dia antes da reunião no Alasca entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, no primeiro contato direto entre os dois para discutir o fim da guerra na Ucrânia, e diante da possível demanda russa pela retirada das sanções internacionais contra Moscou, o executivo europeu reiterou que seguirá sua linha e manterá as restrições para aplicar toda a pressão possível sobre o Kremlin.

"Vou ser bem claro. A Europa manterá a pressão sobre a Rússia. Já adotamos 18 pacotes de sanções e estamos trabalhando no 19º", disse a porta-voz da UE, Arianna Podesta, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas sobre a série de medidas impostas contra a Rússia desde o início da invasão.

Nesse sentido, ela indicou o mês de setembro para impor novas sanções, entendendo que a UE deve exercer pressão máxima sobre Moscou para que concorde com um cessar-fogo que leve a uma resolução pacífica da guerra. "Esperamos poder adotá-la no próximo mês, portanto, esse é mais ou menos o prazo que temos em mente", disse ele sobre as próximas sanções.

Podesta argumentou que as sanções europeias estão surtindo efeito e reiterou a intenção de Bruxelas de manter a pressão sobre a Rússia por meio dessas restrições. "Todo o resto é pura especulação. Esta é a realidade. A Europa continua a manter toda a pressão sobre a Rússia", insistiu ele, com relação ao fato de a UE poder fazer essa concessão como resultado da reunião entre Putin e Trump.

Como ele argumentou, a conversa dos líderes europeus com Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky serviu para cerrar fileiras e chegar a uma série de consensos gerais, inclusive o de continuar pressionando a Rússia.

A videoconferência organizada pelo chanceler alemão Friedrich Merz foi uma oportunidade para os líderes europeus pedirem a Trump uma série de linhas vermelhas antes de sua reunião no Alasca. Entre outras coisas, eles exigiram que um cessar-fogo na guerra na Ucrânia fosse o ponto de partida para as conversas, além de não deixar Zelenski de fora das futuras rodadas de negociações, insistindo que somente Kiev pode decidir questões territoriais.

"A Ucrânia está pronta para negociar sobre questões territoriais. No entanto, a linha de contato deve ser o ponto de partida e o reconhecimento legal da ocupação russa está fora de questão. O princípio de que as fronteiras não devem ser alteradas pela força continua válido", disse Merz em comentários ao lado de Zelenski, que participou da videoconferência de Berlim.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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