Publicado 07/08/2025 11:17

Bruxelas diz que os valores de investimento não são vinculativos após a ameaça de Trump de aumentar as tarifas para 35%.

29 de julho de 2025, EUA, Washington: O presidente dos EUA, Donald Trump, acena para a imprensa após retornar da Escócia para a Casa Branca. Foto: Andrew Leyden/ZUMA Press Wire/dpa
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BRUXELAS 7 ago. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia respondeu nesta quinta-feira que os números do investimento europeu nos Estados Unidos até 2028 não são "de forma alguma vinculantes", após as últimas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de aumentar as tarifas sobre produtos para 35% se o bloco não cumprir os investimentos acordados no valor de 600 bilhões de dólares.

"Em relação aos compromissos, o que transmitimos à administração dos EUA é uma espécie de conjunto de intenções em termos de gastos com energia e investimentos na economia dos EUA por empresas da UE", explicou o porta-voz do Comércio Europeu, Olof Gill, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.

O porta-voz reiterou mais uma vez que esses compromissos alcançados no âmbito do acordo com Washington para estabelecer uma tarifa máxima de 15% são previsões comerciais e não números vinculativos.

"Esses compromissos não são de forma alguma vinculativos, a Comissão não tem o poder e nunca tentaria impor tal coisa", disse ele, indicando que o número responde a contatos com a indústria europeia sobre suas intenções de investimentos futuros nos Estados Unidos.

Ele disse que, depois de ter uma ideia dos planos industriais europeus, Bruxelas transmitiu esse valor de 600 bilhões em investimentos, além de 750 bilhões em compras de energia, "de boa fé" às autoridades dos EUA, a fim de fazer parte do pacto que poria fim a uma guerra comercial.

TRUMP AMEAÇA AUMENTAR AS TARIFAS PARA 35%.

Em uma entrevista recente, Trump disse que imporia uma tarifa de 35% sobre as importações da UE-27, em vez dos 15% acordados no final de julho, se os europeus renegarem o compromisso de investir US$ 600 bilhões no país.

O líder dos EUA enfatiza que foi esse compromisso de investimento que levou a UE a reduzir as tarifas sobre seus produtos para 15%, depois que o valor inicialmente estabelecido pela Casa Branca era de 30%.

Com relação ao acordo tarifário, a Comissão Europeia reiterou que o "compromisso claro" é sobre as tarifas, com um teto de 15% abrangendo todos os produtos e incluindo outras sobretaxas comerciais existentes, como as tarifas da nação mais favorecida.

COMUNICADO CONJUNTO COM OS EUA

O executivo europeu continua a negociar com a administração Trump as letras miúdas de um comunicado conjunto que estabelece as bases para o acordo político alcançado por Trump e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no final de julho, embora esse texto não seja juridicamente vinculativo e seja um "roteiro" que orientará as relações comerciais.

A ideia em Bruxelas é que setores como o farmacêutico, o de semicondutores e o automobilístico também fiquem sob o guarda-chuva dos 15%. No caso do setor automobilístico, esse valor representa uma redução em relação ao imposto atual de 27,5%, razão pela qual o porta-voz da UE insistiu que espera que os Estados Unidos o apliquem "o mais rápido possível".

Gill insistiu que o acordo é satisfatório para Bruxelas, considerando que os EUA estavam ameaçando uma tarifa geral de 30%, que teria sido "proibitivamente alta" para os exportadores europeus. "Será que esse é o resultado perfeito para a UE? Claro que não. É o resultado perfeito para os EUA? Não. Eles gostariam de tirar ainda mais de nós. Eles gostariam de tirar ainda mais de nós. Nós nos mantivemos firmes em várias frentes", disse ele, alertando que, em caso de não conformidade, a UE está mantendo seu pacote de retaliação pronto e pode reverter sua suspensão.

"As medidas que suspendemos agora podem ser reativadas a qualquer momento, e medidas adicionais, que discutimos detalhadamente com nossos estados-membros, também podem ser consideradas quando necessário", disse ele, enfatizando, de qualquer forma, que Bruxelas está atualmente focada em alcançar o melhor resultado possível nas negociações com Washington.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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