Omar Ashtawy/APA Images via ZUMA / DPA
BRUXELAS 22 ago. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia disse nesta sexta-feira que a fome é "uma realidade" em Gaza e reiterou seu pedido a Israel para permitir o acesso humanitário à Faixa, depois que o acordo humanitário assinado com a União Europeia não melhorou a crise no local.
Em resposta ao relatório da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), apoiada pela ONU, que na sexta-feira declarou oficialmente a fome na província de Gaza, no centro e no norte da Faixa, a comissária europeia para o gerenciamento de crises, Hadja Lahbib, enfatizou que a fome é "uma realidade" na Faixa, o que agora é confirmado pelo observatório da ONU.
"As pessoas estão morrendo de fome. Até o final de setembro, quase uma em cada três pessoas poderá passar fome. É uma corrida contra o tempo", disse ele em uma mensagem nas mídias sociais.
Nela, Lahbib tem como alvo Israel, pedindo que permita "acesso humanitário contínuo e sem obstáculos a todas as pessoas necessitadas".
Desde o acordo alcançado para melhorar a situação humanitária em Gaza, uma manobra com a qual a UE adiou a retaliação contra Tel Aviv, o executivo europeu vem apontando violações do pacto, que inclui a entrada de pelo menos 160 comboios humanitários por dia e a distribuição de 200.000 litros de gasolina por dia.
O bloco também denunciou obstáculos administrativos e restrições ao trabalho de agências e parceiros humanitários, com medidas adicionais como o registro e a listagem de pessoal para operar na Faixa.
A UE insiste que o progresso em campo é "insuficiente" e denuncia os obstáculos administrativos de Israel ao acesso humanitário às comunidades carentes de Gaza.
Além disso, a UE ainda não tem permissão das autoridades israelenses para entrar no enclave palestino, o que dificulta o monitoramento da situação e o aumento da assistência humanitária no local.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático