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BRUXELAS 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O comissário europeu para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, destacou nesta sexta-feira que não estão ocorrendo movimentos de migrantes de Ceuta para outros Estados-membros e reafirmou o compromisso da Comissão Europeia de continuar apoiando a Espanha na gestão da crise, em coordenação com o Marrocos e com os instrumentos previstos no novo Pacto sobre Migração e Asilo.
“Não há movimentos em direção ao continente europeu nem para outros Estados-membros”, afirmou Brunner, que explicou que o Código de Fronteiras de Schengen prevê normas específicas para Ceuta e Melilha e ressaltou que os controles sobre as pessoas que deixam ambas as cidades autônomas “continuam em vigor”, depois que vários governos europeus manifestaram sua preocupação com um possível impacto da crise migratória sobre a livre circulação dentro da UE.
Da mesma forma, ele elogiou a “estreita cooperação” entre a Espanha e o Marrocos para gerenciar a situação e garantir o “rápido retorno” daqueles que entraram em Ceuta de forma irregular a partir do país magrebino, lembrando que este figura na lista de “países de origem seguros” da União.
O político austríaco reiterou que Bruxelas continuará colaborando com as autoridades espanholas para garantir a aplicação efetiva das novas normas europeias em matéria de migração e asilo e prestar apoio adicional em nível comunitário, inclusive por meio das agências da UE.
“Estou disposto a me deslocar aos pontos críticos, já que a situação está em constante evolução. Nossa prioridade imediata é apoiar a Espanha na proteção e gestão da fronteira externa da UE de forma eficaz e ordenada. Isso inclui combater as redes de tráfico ilícito de migrantes e impedir que as pessoas empreendam viagens perigosas”, acrescentou.
Na mesma linha, a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, garantiu que acompanha “de perto” a evolução da situação em Ceuta e defendeu que a cooperação entre a UE e o Marrocos é “essencial”, ao mesmo tempo em que explicou que mantém contato com as autoridades marroquinas para “controlar a situação e obter resultados concretos”.
Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou como “inaceitáveis” as imagens de Ceuta e exigiu que as chegadas fossem interrompidas “imediatamente”. “Não podemos permitir que ninguém entre em nossa União sem respeitar nossas normas”, afirmou ela em uma mensagem nas redes sociais.
A crise migratória continua nesta sexta-feira, enquanto avançam os retornos das pessoas que cruzaram para Ceuta, das quais cerca de 25 mil já haviam retornado ao país vizinho ao meio-dia, segundo o Ministério do Interior, no âmbito do plano de ação acionado após uma entrada em massa que as autoridades estimam em cerca de 50 mil pessoas e que já deixou 41 mortos, de acordo com o último balanço da Delegação do Governo.
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