ALEXANDROS MICHAILIDIS / EUROPEAN COUNCIL
BRUXELAS 9 mar. (EUROPA PRESS) -
O comissário europeu para a Economia e Produtividade, Valdis Dombrovskis, descartou nesta segunda-feira a possibilidade de flexibilizar as sanções contra a Rússia, apesar do aumento do preço do petróleo e do gás provocado pelo conflito no Oriente Médio, e insistiu em manter a “pressão” sobre o Kremlin para não ajudá-lo a “encher seu cofre de guerra”, aproveitando-se do atual aumento dos preços da energia.
“É importante que não relaxemos agora a pressão sobre a Rússia e que não ajudemos a Rússia a encher seu cofre de guerra utilizando esta situação de preços elevados do petróleo e do gás”, afirmou em coletiva de imprensa após a reunião do Eurogrupo em Bruxelas.
O comissário explicou que a situação no Oriente Médio foi um dos temas centrais do encontro entre os ministros da Economia e Finanças da zona do euro, que também analisaram o impacto da escalada do conflito sobre os preços da energia, os mercados e a economia europeia. “Nossa economia está navegando em um ambiente global incerto. O que está a acontecer no Médio Oriente já teve impacto nos preços da energia e isso pode afetar toda a economia da União", alertou Dombrovskis, que também sublinhou que o alcance dependerá em grande medida da duração e da intensidade do conflito.
Segundo ele, uma rápida desaceleração permitiria limitar as consequências para a economia e os preços da energia, enquanto uma deterioração maior — como ataques a infraestruturas energéticas — poderia ter repercussões em escala “mundial”.
De qualquer forma, Dombrovskis salientou que, por enquanto, não se registaram problemas de abastecimento energético na Europa, embora as autoridades continuem a acompanhar de perto a evolução da situação e o seu possível impacto nos mercados.
EURO DIGITAL E PAPEL INTERNACIONAL DO EURO Além da resposta imediata à crise, o Eurogrupo também debateu o desenvolvimento das finanças digitais e o reforço do papel internacional do euro.
“Cerca de 95% das stablecoins são denominadas em dólares e apenas cerca de 1% em euros”, afirmou, defendendo o desenvolvimento de soluções denominadas na moeda única e o avanço do projeto do euro digital para reforçar a soberania monetária europeia.
Sobre esta questão, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, instou o Parlamento Europeu a avançar com o seu tratamento, considerando que se trata de um projeto fundamental para o futuro da moeda comum. “Precisamos de combinar uma infraestrutura pública forte, o euro digital, com espaço para a inovação privada”, defendeu.
Ele também alertou que o atual predomínio das stablecoins denominadas em dólares evidencia a necessidade de reforçar as capacidades europeias no domínio dos pagamentos digitais. “Se não implantarmos a infraestrutura pública necessária, não poderemos cumprir nossos objetivos dentro do prazo previsto”, afirmou, expressando sua confiança de que haverá um acordo político para avançar neste projeto.
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