PHILIPPE BUISSIN / EUROPEAN PARLIAMENT
Ele propõe fortificar a fronteira leste da UE por terra, mar e ar para poder repelir a agressão militar da Rússia.
BRUXELAS, 29 set. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia definiu o muro antidrone no flanco oriental da União Europeia como a prioridade mais urgente do "roteiro" para fortalecer a defesa europeia com vistas a 2030, época em que a inteligência europeia alertou que a Rússia poderia atacar o solo europeu.
Em seu "Roteiro de preparação para a defesa 2030", um documento distribuído pelo executivo da UE aos estados membros antes da cúpula informal de líderes de quarta-feira em Copenhague, Bruxelas observa que, até o final da década, a Europa "precisará de uma postura de defesa europeia forte o suficiente para dissuadir seus adversários com credibilidade e responder a qualquer agressão".
Portanto, ela coloca na mesa dos líderes um "roteiro" para aumentar a preparação da defesa com um "senso de urgência", definindo objetivos claros, marcos e projetos europeus comuns. Tudo com o objetivo de garantir que a UE tenha os meios para desenvolver e implantar as capacidades militares necessárias para a guerra moderna.
Nesse contexto, o executivo europeu se concentra na possibilidade de a UE-27 travar uma "guerra do amanhã" e se equipar com capacidades estratégicas que são desenvolvidas e mantidas em conjunto e que são capazes de responder a ameaças em tempo real. Dessa forma, Bruxelas quer tomar medidas para tornar a UE um "ator independente" capaz de assumir a responsabilidade por sua própria defesa e segurança.
PROJETOS MAIS URGENTES DA UE
Para isso, a Comissão Europeia colocará na mesa dos 27 estados-membros da UE um plano de colaboração para desenvolver uma série de projetos militares que serão o "carro-chefe" da UE, começando pelo muro antidrone, que nas últimas semanas, à luz das incursões russas, tornou-se a principal prioridade de Bruxelas.
Juntamente com o projeto "Eastern Watch", o executivo da UE afirma que o muro antidrone "requer uma urgência especial e deve ser realizado rapidamente", em uma resposta clara à agressão militar contínua contra a Ucrânia e ao recente aumento das violações do espaço aéreo dos Estados membros.
Assim, sobre o muro antidrones, ele especifica que o projeto está aberto à participação de todos os estados membros para ter um "sistema de várias camadas de sistemas tecnologicamente avançados" que tenham a capacidade de "detectar, rastrear e neutralizar drones", também com a ideia de desenvolver a capacidade de realizar ataques de precisão com essa tecnologia implantada na fronteira leste da UE.
O muro antidrones faz parte do "Eastern Watch", o projeto mais amplo criado para reforçar o flanco oriental em todos os seus aspectos, desde a incursão de drones até a resposta à frota fantasma russa no Báltico ou o risco de agressão terrestre armada.
A iniciativa envolve, portanto, a fortificação da fronteira com a Rússia por terra, mar e ar, com elementos de defesa terrestre, capacidades de combate, detecção de drones e defesas antiaéreas, segurança marítima nos mares Báltico e Negro e consciência situacional, incluindo inteligência espacial.
Além dessas duas iniciativas, que são as mais urgentes e serão discutidas na cúpula informal na Dinamarca, um país que sofreu incidentes com drones nas últimas semanas, a Comissão Europeia aponta o Escudo de Defesa Aérea e o Escudo de Defesa Espacial como os outros dois grandes projetos destinados a fortalecer a segurança da UE como um todo e abertos à participação de todos os estados-membros.
CONSTRUÇÃO DE COALIZÕES PARA DESENVOLVER CAPACIDADES MILITARES
A proposta da UE também aponta para o processo de formação de coalizões dentro da UE para desenvolver capacidades críticas em diferentes frentes de defesa, tudo com o objetivo de corrigir deficiências críticas de capacidade.
Bruxelas pede o desenvolvimento e a aquisição de capacidades de defesa em todas as áreas prioritárias acordadas, como defesa aérea, drones e capacidades antidrone, mísseis e munições, sistemas de artilharia, combate terrestre e mobilidade militar, entre outros.
Dessa forma, o objetivo é envolver os Estados-Membros com objetivos e prazos específicos, com a meta final de dar um salto na preparação militar até o final da década e para que a UE como um todo tome essas medidas de forma coordenada.
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