Publicado 22/05/2026 09:53

Bruxelas continua sem conseguir unanimidade para impor sanções a Israel, após Itália e Espanha terem solicitado medidas em relação à

ASHDOD, 20 de maio de 2026  -- Um barco da frota de ajuda humanitária com destino a Gaza, após ter sido interceptado pela Marinha israelense, é escoltado em direção ao porto israelense de Ashdod, em Israel, em 19 de maio de 2026. Israel informou na noite
Jamal Awad / Xinhua News / Europa Press / Contacto

BRUXELAS 22 maio (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia evitou, nesta sexta-feira, responder ao apelo da Itália e da Espanha para que a UE sancione o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, pelo tratamento humilhante que dispensou aos membros da frota internacional com destino a Gaza; mas quis deixar claro que, em todo caso, trata-se de uma decisão que depende dos Vinte e Sete e que ainda não existe a unanimidade necessária para tomar esse tipo de medida contra Israel.

“Em termos de sanções, vou apenas relembrar as regras do jogo e qual é o processo: as sanções da UE são discutidas e adotadas pelos 27 Estados-Membros. Por unanimidade”, afirmou em uma coletiva de imprensa o porta-voz comunitário para Assuntos Externos, Anouar el Anouni, para depois ressaltar que “neste momento isso é obviamente impossível”.

Além disso, ele alertou que as discussões sobre esses assuntos são “confidenciais” e estão “totalmente nas mãos dos Estados-Membros”, pelo que pediu para se seguir “passo a passo” e aguardar para ver como avançam as discussões entre os 27. “Uma coisa são os apelos públicos e outra são as discussões entre ministros, é diferente”, concluiu.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reunirão pela primeira vez desde o incidente da frota nos próximos dias 27 e 28 de maio, em um encontro informal em Chipre, país que neste semestre exerce a presidência de turno do Conselho da UE. Será uma ocasião para que os ministros possam “levantar diferentes assuntos”, mas, por se tratar de um encontro de caráter informal, não poderão ser tomadas decisões nele, advertiu o porta-voz.

No último dia 11, os chefes da diplomacia europeia, desta vez reunidos em formato oficial em Bruxelas, concordaram em sancionar colonos israelenses pela violência exercida a partir de seus assentamentos na Cisjordânia, bem como altos cargos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas); mas o processo legal para sua adoção ainda está pendente, pelo que não foram divulgados o número ou a identidade das pessoas que integrarão a lista de sancionados.

Nesse contexto, a Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, lembrou que há diversas propostas “que estão há muito tempo em discussão” e que foram promovidas por diferentes Estados-membros para tomar medidas mais severas contra Israel, incluindo a suspensão total ou parcial do Acordo de Associação.

ESPANHA E ITÁLIA PEDEM SANÇÕES AO MINISTRO QUE HUMILHOU A FROTA

Já na última quarta-feira, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, adiantou que o Governo pediria à UE sanções contra Ben Gvir por suas imagens “inaceitáveis” “humilhando os membros da frota internacional”. O ministro israelense já tem a entrada na Espanha proibida desde setembro passado, mas o governo defenderá que essa restrição seja estendida a todo o território comunitário.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também anunciou nesta quinta-feira, por meio de suas redes sociais, que o governo italiano solicitará sanções europeias contra o ministro pelo “sequestro” e as “humilhações” infligidas aos ativistas.

O chefe da diplomacia italiana criticou “os atos inaceitáveis cometidos contra a frota” e denunciou que seus membros foram “sequestrados em águas internacionais” e posteriormente submetidos a “vexações e humilhações” enquanto estavam sob custódia policial, o que “viola os Direitos Humanos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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