Reitera seu apoio à unidade e à soberania do Iêmen e exige que se garanta a liberdade de navegação e a segurança marítima
BRUXELAS, 14 set. (EUROPA PRESS) -
A comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, condenou nesta segunda-feira os ataques dos rebeldes houthis no Iêmen e contra a Arábia Saudita, ao mesmo tempo em que pediu que se redobrem os esforços para alcançar a paz diante da escalada provocada pela ofensiva lançada no início de setembro pelas milícias daquele país do Oriente Médio.
“Condeno veementemente os ataques huti no Iêmen e contra a Arábia Saudita e expresso minha total solidariedade a ambos”, afirmou Suica em uma mensagem nas redes sociais, após os importantes avanços territoriais alcançados pelos rebeldes nos últimos dias e os ataques contra instalações militares da Arábia Saudita.
A comissária apelou, nesse contexto, para que se “renovem os esforços de paz”, reiterando o apoio da União Europeia à “unidade, soberania e integridade territorial do Iêmen”, bem como seu apoio à mediação das Nações Unidas e às iniciativas regionais voltadas para alcançar “um cessar-fogo sustentável”.
Além disso, Suica reiterou o apelo da União Europeia para alcançar uma paz “integral, inclusiva e sustentável” tanto no Iêmen quanto em toda a região, além de defender “a liberdade de navegação e a segurança marítima”.
As declarações da comissária ocorreram depois que os houthis lançaram, no último dia 3 de setembro, uma ofensiva nas províncias de Taiz e Hodeida, com a qual conseguiram avanços territoriais significativos, incluindo a tomada da cidade de Mocha e de outros pontos da costa do Mar Vermelho, o que representou um duro revés para as autoridades reconhecidas internacionalmente e apoiadas pela Arábia Saudita.
Os avanços dos insurgentes também aumentaram sua capacidade de afetar o tráfego marítimo no estratégico estreito de Bab el Mandeb, apesar de terem prometido não fazê-lo, em um momento de especial preocupação com a navegação na região, devido também aos impactos no tráfego no estreito de Ormuz.
A nova escalada ameaça provocar o colapso definitivo da trégua alcançada em 2022, após anos de guerra e em meio aos esforços das Nações Unidas para chegar a um acordo de paz que ponha fim ao conflito iniciado em 2014.
Além disso, o governo iemenita reconhecido internacionalmente denunciou neste domingo que pelo menos 150 civis morreram e mais de 200 ficaram feridos desde o início da ofensiva huti, enquanto a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou em mais de 82 mil o número de pessoas deslocadas pelos combates.
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