Europa Press/Contacto/Moiz Salhi
BRUXELAS 4 abr. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia descreveu como "profundamente alarmantes" as informações sobre o "deslocamento forçado" de mais de 140.000 palestinos no sul da Faixa de Gaza, depois que as autoridades israelenses ordenaram novas evacuações após o rompimento do cessar-fogo e a retomada da ofensiva militar.
A Comissária Europeia para Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, lamentou em uma declaração que "os civis estão fugindo sob fogo" na área de Rafah e pediu o fim do "sofrimento" da população de Gaza, vítima dessa nova escalada de tensões.
"Desde que o cessar-fogo foi rompido, mais de 300 crianças foram mortas. O bloqueio imposto por Israel há mais de um mês ameaça a vida de centenas de milhares de pessoas", disse o comissário belga, que apelou para o direito internacional para exigir que a ajuda chegue a quem precisa.
Lahbib lembrou que a lei internacional proíbe explicitamente "o uso da ajuda humanitária como instrumento de guerra", especialmente em um contexto no qual "os habitantes de Gaza estão encurralados" e "não têm nenhuma maneira segura de escapar da violência".
Portanto, Bruxelas espera uma reativação "rápida" do cessar-fogo e pediu o direito dos habitantes de Gaza de retornarem "em segurança e dignidade" para suas casas, ao mesmo tempo em que pediu novamente a libertação "imediata" dos reféns ainda mantidos por civis.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático