Iñaki Berasaluce - Europa Press - Arquivo
BRUXELAS 26 fev. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia defendeu nesta quarta-feira seu acordo com a Ucrânia sobre minerais críticos, dizendo que é um memorando "ganha-ganha" e que está trabalhando para implementá-lo, em meio a negociações entre os Estados Unidos e a Ucrânia sobre um acordo de terras raras.
Em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, o vice-presidente da Comissão Europeia para Estratégia Industrial, Stéphane Sejourné, afirmou que a UE tem um acordo com a Ucrânia sobre matérias-primas selado "muito antes da guerra", que "estabelece condições de ganho mútuo".
"A pergunta que nos fazem é se devemos implementar esse acordo, e eu respondi ao governo ucraniano em uma mesa redonda com meus colegas da Comissão que sim", disse o político francês, que indicou que há uma série de projetos prontos para serem iniciados.
Sejourné deu como exemplo o fato de que um dos projetos prevê a extração de grafite ucraniano, uma iniciativa com a qual a UE pode alcançar o fornecimento de 10% do consumo de grafite na Europa até 2030.
Dessa forma, o executivo europeu confirmou o acordo assinado em 2021 com a Ucrânia para uma parceria estratégica para matérias-primas críticas, tanto primárias quanto secundárias, e baterias, com a ideia de integrar melhor as cadeias de valor e explorar os recursos minerais na Ucrânia de forma sustentável e socialmente responsável.
Essas declarações ocorrem em um momento em que as negociações entre a Ucrânia e os Estados Unidos sobre a exploração de terras raras estão nos "estágios finais", conforme relatado por Kiev, em um acordo que pode culminar em poucas horas com uma visita iminente de Volodimir Zelenski à Casa Branca, onde ele espera garantir em troca um compromisso de apoio militar contínuo a Kiev em face da invasão da Rússia.
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