FRANCOIS LENOIR /EUROPEAN COUNCIL
BRUXELAS 4 jun. (EUROPA PRESS) -
O comissário do Interior, Magnus Brunner, anunciou nesta quinta-feira que apresentará em “semanas” uma proposta para prorrogar para além de 2027 a proteção temporária que a União Europeia oferece aos refugiados da guerra na Ucrânia, embora tenha indicado que incluirá uma “revisão do âmbito” do mecanismo, atendendo à solicitação de vários países que propõem excluir da cobertura os homens em idade militar.
Foi o que ele expressou em uma coletiva de imprensa em Luxemburgo, ao término de uma reunião dos ministros do Interior da UE, na qual um dos assuntos da pauta foi justamente como avançar na transição do status de proteção temporária —que expira em março de 2027— para uma regularização nacional ou apoiar o retorno à Ucrânia daqueles que assim o desejarem, quando as circunstâncias o permitirem.
Com a guerra sem sinais de paz, a União discute agora a possibilidade de acordar uma nova prorrogação para o mecanismo de proteção temporária que permite residir, trabalhar ou estudar nos países da União Europeia às pessoas deslocadas pela guerra russa na Ucrânia.
Conforme destacou o comissário em sua intervenção após ouvir os ministros, existe um “consenso de 100%” quanto ao apoio incondicional à Ucrânia e à vontade de mantê-lo. Por isso, insistiu Brunner, os próximos passos a serem tomados levarão em conta a opinião dos Estados-membros — sobretudo daqueles na linha de frente, como a Polônia ou a República Tcheca —, mas também “o que os ucranianos desejam”.
“Voltaremos nas próximas semanas com novas propostas sobre como avançar para uma prorrogação”, indicou Brunner, para esclarecer em seguida que “pode haver algumas mudanças no escopo” do mecanismo e mencionou expressamente a possibilidade de excluir da proteção os homens entre “23 e 60 anos de idade”, que devem permanecer no país caso sejam recrutados, embora haja também outros critérios em discussão, como zonas geográficas na Ucrânia.
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