BRUXELAS, 19 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia apresentará, no próximo dia 13 de julho, aos ministros das Relações Exteriores dos 27 uma série de propostas “à luz da deterioração” da situação nos assentamentos ilegais de Israel na Cisjordânia, depois que um grande número de Estados-membros solicitou ao Executivo comunitário que apresentasse propostas.
É o que consta nas conclusões do Conselho Europeu realizado nesta sexta-feira em Bruxelas, nas quais os líderes da União Europeia “tomam nota” da “intenção” da Comissão de “apresentar opções” antes do próximo Conselho de Relações Exteriores (CRE) “à luz da maior deterioração da situação em relação aos assentamentos ilegais”.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também manifestou sua “satisfação” com a disposição do Executivo de Ursula von der Leyen; em uma coletiva de imprensa conjunta com a conservadora alemã, ele saudou, mais uma vez, “a intenção” de “apresentar opções” aos Estados-membros diante da “situação dramática” na Cisjordânia.
“Não devemos esquecer a dramática situação humanitária em Gaza e as condições na Cisjordânia, e saúdo a intenção da Comissão de apresentar opções antes da próxima reunião dos ministros das Relações Exteriores”, afirmou o socialista português.
A Comissão apresentará medidas contra os assentamentos na Cisjordânia depois que a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, ter transmitido nesta terça-feira ao Colégio de Comissários o pedido de um grupo de Estados-membros — entre eles Espanha, Irlanda e França —, que exigiram medidas para proibir o comércio com os assentamentos.
Na terça-feira, um porta-voz do Executivo comunitário evitou responder se a Comissão estava trabalhando no pedido transmitido por Kallas e condicionou a apresentação de novas medidas ao “acompanhamento das conversas” que os líderes tivessem durante este Conselho Europeu e durante a última cúpula do G7 em Évian (França) para ver “quais conclusões seriam tiradas”.
CONDENAÇÃO AO MALTRATO À FLOTILHA
Outro dos pontos destacados nas conclusões aprovadas pelos líderes da União Europeia é a condenação dos “maus-tratos” infligidos aos detidos, incluindo cidadãos europeus, após a interceptação da Flotilha Global Sumud em águas internacionais.
Os chefes de Estado e de Governo dos Vinte e Sete também condenaram “o comportamento” dos “ministros extremistas” — embora sem mencionar diretamente que eram de Israel — “que incitam e promovem violações dos Direitos Humanos”.
“O Conselho Europeu toma nota de que o Conselho (dos Estados-Membros) continuará analisando medidas a esse respeito”, diz ainda o texto, aludindo ao debate ainda em aberto entre os 27 sobre a possibilidade de impor sanções aos ministros da Segurança Nacional e das Finanças, Ben Gvir e Bezalel Smotrich, respectivamente.
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