Publicado 08/04/2026 08:53

Bruxelas, após críticas de Vance, afirma que velará para que “os cidadãos e mais ninguém” decidam nas eleições

Archivo - Arquivo - O vice-presidente dos EUA, JD Vance.
Sven Hoppe/dpa - Arquivo

BRUXELAS 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia procurou, nesta quarta-feira, evitar uma resposta direta ao vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que acusa Bruxelas de tentar interferir nas eleições que a Hungria realizará neste domingo; mas também quis deixar claro seu “compromisso” de garantir que as eleições realizadas no território comunitário sejam sempre o resultado do que decidirem “os cidadãos e mais ninguém”.

“Temos um vice-presidente dos Estados Unidos visitando um Estado-membro a cinco dias de uma eleição; não comentaremos especificamente as declarações que ele fez. Mas o que faremos é confirmar que estamos agindo de forma a garantir que as eleições sejam sempre o resultado exclusivo dos cidadãos e de mais ninguém”, concluiu Arianna Podestà, porta-voz adjunta do Executivo comunitário de Ursula von der Leyen

Assim, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz da União Europeia destacou que a Comissão Europeia sempre “confirmou e demonstrou com todas as suas ações” seu compromisso de que os resultados das eleições realizadas na Europa reflitam a vontade dos eleitores que comparecem às urnas no Estado-membro em questão.

Além disso, Podestà referiu-se à Declaração Conjunta assinada por Von der Leyen e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no verão passado na Escócia — como parte da trégua tarifária — como o quadro oportuno de diálogo entre Bruxelas e Washington para abordar eventuais divergências. A porta-voz do Serviço de Ação Externa da UE, Anitta Hipper, por sua vez, acrescentou que existem “canais diplomáticos” para tratar de eventuais “preocupações”.

Além disso, o porta-voz de Soberania Digital e Defesa, Thomas Regnier, aprofundou a defesa da estratégia comunitária para salvaguardar o Estado de Direito nos países da União e defendeu que “o que os burocratas europeus fazem é estabelecer um quadro sólido para garantir que as eleições permaneçam nas mãos de nossos cidadãos”.

Nesse sentido, Regnier destacou que existem “preocupações justificadas” na Europa em relação a interferências e tentativas de “silenciar vozes políticas” no decorrer de campanhas eleitorais nos Estados-membros — sem se referir ao caso específico da Hungria — e que, por isso, a União regulamentou os serviços e mercados digitais.

Dessa forma, ela apontou as plataformas digitais como o ambiente onde se detectam riscos de “manipulação de algoritmos”, de aumentar a “visibilidade” de determinados candidatos ou de “silenciar” os discursos de outros; ao mesmo tempo, destacou a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), que torna “mais difícil” que esse tipo de interferência ocorra na Internet.

“Temos a obrigação legal e o dever de aplicar a legislação. Continuaremos a fazê-lo porque, na Europa, os resultados eleitorais não devem ser decididos pelas grandes empresas de tecnologia nem pelos seus algoritmos”, concluiu Regnier.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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