Publicado 17/10/2025 09:08

Bruxelas apóia a reunião de Trump e Putin em Budapeste "se isso servir para promover a paz".

Archivo - Arquivo - O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe seu colega russo, Vladimir Putin, no Alasca, antes da cúpula em agosto de 2025 (arquivo).
Sergey Bobylev/Kremlin/dpa - Arquivo

A Comissão Europeia explica que Putin não está proibido de entrar na UE apesar das sanções e expressa apoio ao TPI

BRUXELAS, 17 out. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia expressou nesta sexta-feira seu apoio à hipotética reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, anunciada em Budapeste para tratar da guerra na Ucrânia, dizendo que apoia qualquer passo que possa levar ao fim da guerra na Ucrânia.

"A presidente Von der Leyen dá as boas-vindas a qualquer medida que leve a uma paz justa e duradoura para a Ucrânia. Se a reunião proposta servir a esse propósito, nós a receberemos com satisfação", disse o porta-voz da UE, Olof Gill. "Nós veríamos isso como algo positivo", disse ele em uma coletiva de imprensa na capital da UE.

No entanto, ele insistiu que muitos detalhes ainda não foram conhecidos, incluindo a confirmação da reunião em si, portanto, ele não avaliou se haverá representação europeia na hipotética cúpula em Budapeste, que seguiria a reunião bilateral realizada no Alasca em agosto passado entre Trump e Putin.

O porta-voz ressaltou que "é hora" de a Rússia pôr fim à sua guerra de agressão "sem sentido e ilegal" contra a Ucrânia, enfatizando que cabe a Moscou parar a guerra e enfatizando que a UE manterá toda a pressão possível para enfraquecer a capacidade da Rússia de continuar sua guerra e forçar Putin a se sentar e negociar.

Ele também insistiu que qualquer acordo para a Ucrânia deve envolver as autoridades ucranianas, ressaltando que a reunião agendada para sexta-feira na Casa Branca entre Trump e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, será "boa" se conseguir dar passos em direção à paz para a Ucrânia.

"Se isso ajudar a levar as coisas adiante, se esclarecer a posição da Ucrânia, se esclarecer ao presidente Trump quais são os próximos passos para que ele use sua considerável influência para levar as coisas adiante em direção a uma paz justa e duradoura na Ucrânia, então isso será bom", disse Gill.

MANDADO DE PRISÃO E SANÇÕES CONTRA PUTIN

A eventual reunião em Budapeste ocorre em meio a dúvidas sobre como a cúpula seria realizada devido ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin ou às sanções europeias às quais ele está sujeito.

A esse respeito, a Comissão Europeia esclareceu que a proibição de viagens não afeta o presidente russo ou seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, cujos ativos financeiros estão congelados na UE.

Sobre o mandado de prisão do Tribunal de Haia contra Putin e sua implementação prática, a UE enfatizou seu apoio ao tribunal e suas decisões, observando que a Hungria se comprometeu, juntamente com outros membros da UE, a cooperar com o tribunal.

A UE afirmou que a decisão da Hungria de se retirar do TPI não será finalizada por mais um ano e, além disso, "não tem efeito sobre o dever de cooperar em relação a investigações e procedimentos anteriores a essa data".

A esse respeito, uma fonte diplomática enfatizou que, se Putin aterrissar em Budapeste, deverá haver consequências. "Infelizmente, ninguém ficará surpreso se os húngaros não prenderem Putin", admitiu.

Os porta-vozes da UE não quiseram entrar em detalhes sobre as implicações para os estados-membros do fato de o avião de Putin sobrevoar qualquer país europeu a caminho de Budapeste, enfatizando que, no momento, essas são especulações sobre cenários futuros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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