Publicado 23/07/2026 06:51

Bruxelas alerta que as novas sanções contra a Rússia também afetam o esporte, apesar de o COI ter readmitido os atletas russos

Pede às federações que impeçam que as competições sirvam para “normalizar” a agressão à Ucrânia

Archivo - Arquivo - O comissário de Equidade Intergeracional, Juventude, Cultura e Esporte, Glenn Micallef.
BOGDAN HOYAUX - Arquivo

BRUXELAS, 23 jul. (EUROPA PRESS) -

O comissário europeu para a Equidade Intergeracional, Juventude, Cultura e Esporte, Glenn Micallef, alertou nesta quinta-feira que o 21º pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia inclui medidas contra o presidente do Comitê Olímpico Russo e restrições de visto direcionadas a ex-combatentes russos, incluindo aqueles que participam de competições esportivas.

“As medidas adotadas hoje enviam um sinal claro”, afirmou o comissário maltês em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual alertou que a UE continuará adotando medidas “proporcionais”, incluindo a suspensão de financiamento quando necessário, e que mantém “em consideração” novas restrições caso as circunstâncias o justifiquem.

Nesse contexto, Micallef instou os comitês olímpicos nacionais e as federações esportivas europeias a garantirem que o esporte não seja utilizado como instrumento de propaganda estatal nem para “normalizar” a agressão russa contra a Ucrânia, após a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de suspender a suspensão do Comitê Olímpico Russo.

“Cabe agora aos comitês olímpicos nacionais e às federações esportivas garantir que o esporte não seja utilizado para propaganda estatal nem para normalizar a agressão da Rússia”, destacou.

Micallef explicou ainda que, na semana passada, se reuniu com o presidente dos Comitês Olímpicos Europeus (EOC), Spyros Capralos, no qual discutiram a decisão tomada pelo COI e ele defendeu a “sólida colaboração” entre a Comissão Europeia, os Comitês Olímpicos Europeus e os comitês olímpicos nacionais de todo o continente.

Suas declarações foram feitas depois que o COI decidiu, no início de julho, suspender a suspensão imposta ao Comitê Olímpico Russo desde outubro de 2023, ao considerar que a organização russa já não integra entidades esportivas dos territórios ucranianos ocupados por Moscou.

A decisão foi duramente criticada pela UE e por seus ministros das Relações Exteriores, que condenaram unanimemente a medida no Conselho realizado no último dia 13 de julho, por considerarem que ela transmite uma mensagem equivocada enquanto a invasão russa da Ucrânia continua e coincide com um aumento dos ataques contra a população civil ucraniana.

Paralelamente, Bruxelas endureceu sua postura em relação a qualquer iniciativa que, em sua opinião, possa contribuir para branquear a agressão russa por meio do esporte ou da cultura. Nesse contexto, decidiu retirar o financiamento comunitário da Bienal de Veneza depois que a organização manteve a participação da Rússia na edição deste ano, entendendo que a cultura não deve se tornar um veículo para normalizar a guerra impulsionada pelo Kremlin.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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