Publicado 20/02/2026 11:01

Bruxelas afirma que a exibição da bandeira da UE na Junta de Paz foi uma "decisão do organizador".

Archivo - Arquivo - A vice-presidente da Comissão Europeia para a Democracia e a Demografia, Dubravka uica, durante a 149ª sessão plenária do Comité das Regiões Europeu.
COMITÉ DE LAS REGIONES - Arquivo

BRUXELAS 20 fev. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia garantiu nesta sexta-feira que a presença da bandeira da União Europeia durante a reunião inaugural da chamada Junta de Paz em Washington foi “decisão do organizador”, ao mesmo tempo em que negou que a participação da comissária Dubravka Suica implique qualquer apoio político à iniciativa. “As bandeiras na reunião foram, de fato, exibidas no painel da Junta pela Paz. Isso se aplicava tanto às bandeiras dos membros quanto às dos participantes do debate mais amplo. Foi uma decisão do organizador”, afirmou o porta-voz comunitário Guillaume Mercier, quando questionado sobre a visibilidade da bandeira europeia sob o “P” de “Peace” (Paz) em um painel decorativo durante o evento realizado na capital americana.

Da mesma forma, o Executivo comunitário insistiu que a participação no encontro não implica que a União passe a fazer parte dele nem que apoie sua estrutura ou sua carta fundacional. “Com nossa participação na reunião, não nos tornamos membros do Conselho de Paz”, esclareceu, lembrando que seu único objetivo era “garantir a coordenação e a complementaridade entre a UE e os esforços internacionais mais amplos”.

“A participação da comissária foi realmente uma oportunidade importante para sublinhar o nosso compromisso com os esforços para um futuro pacífico e seguro para Gaza e para os palestinos”, afirmou o porta-voz.

A reunião, realizada na quinta-feira em Washington, constituiu a primeira sessão formal do Conselho de Paz impulsionado pelo círculo do presidente americano, Donald Trump, uma iniciativa que suscitou reservas em Bruxelas e entre os Estados-Membros devido a dúvidas sobre o seu enquadramento jurídico, a sua governação e a sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas.

De fato, tanto a Comissão como os 27 Estados-Membros tinham previamente expressado “sérias dúvidas” sobre o formato e o âmbito do novo organismo, especialmente face à possibilidade de este aspirar a desempenhar um papel permanente de mediação internacional, função que já corresponde às Nações Unidas.

Neste contexto, a participação de Suica — que compareceu como membro do Colégio de Comissários e não em representação formal dos Estados-Membros — gerou críticas políticas e diplomáticas por não ter sido acordada por unanimidade no Conselho, requisito habitual em matéria de política externa.

Sobre esta situação, o porta-voz comunitário defendeu que a Comissão recebeu um convite dirigido à sua presidente, Ursula von der Leyen, e que aceitar este tipo de convites é uma “questão de cortesia internacional”, ao mesmo tempo que indicou que os Estados-Membros foram previamente informados no âmbito do Comité de Representantes Permanentes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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