Sophie Hugon/EU Council/dpa - Arquivo
BRUXELAS 12 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia advertiu a Hungria nesta terça-feira, depois que o país foi deixado de fora de uma declaração dos líderes europeus sobre os princípios para as negociações de paz na Ucrânia, que a falta de unidade só beneficia a Rússia.
"Isso não é novidade", disse a porta-voz de relações exteriores da UE, Anitta Hipper, em uma coletiva de imprensa na capital da UE, quando questionada sobre a posição do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que evitou assinar a declaração dos líderes da UE sobre a Ucrânia.
"Também não é novidade que precisamos de unidade para sermos fortes e, se não tivermos essa unidade, haverá apenas um ator que se beneficiará dela, que é a Rússia", acrescentou ela, ressaltando que tanto a UE quanto a Ucrânia querem alcançar a paz e que, no final, os 27 conseguiram unanimidade na aprovação de 18 rodadas de sanções contra a Rússia.
Os líderes de 26 dos 27 estados-membros da UE assinaram, sem a Hungria, uma mensagem na qual apoiam a iniciativa de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, mas na qual também alertam que são os ucranianos que têm "o direito de escolher seu próprio destino" e exigem sanções contra a Rússia.
Nessa nota, eles defendem "uma paz justa e duradoura", sob a premissa de que qualquer acordo futuro deve respeitar "os princípios de independência, soberania, integridade territorial" e o fato de que "as fronteiras internacionais não podem ser alteradas pela força", em uma clara alusão à invasão russa.
Orbán, por outro lado, permaneceu à margem e, na terça-feira, alertou os outros parceiros sobre o risco de "dar instruções à margem" para a próxima cúpula no Alasca, pedindo, em vez disso, a organização de uma reunião com o presidente russo, tomando como "exemplo" a reunião promovida pela Casa Branca.
NÃO DEFINE O QUE É UM ACORDO BOM OU RUIM
Embora a declaração dos líderes da UE enfatize alguns princípios para a negociação com a Rússia sobre o fim da guerra na Ucrânia, a Comissão Europeia evitou entrar em detalhes sobre quais elementos deveriam estar na mesa, como sanções, ou qual resultado o bloco espera.
"Nesta fase, qualquer consideração sobre se um acordo é bom ou ruim é simplesmente prematura e pura especulação", disse a porta-voz chefe da UE, Arianna Podesta, que enfatizou que o acordo deve garantir uma paz duradoura para a Ucrânia e deve ser concluído com a Ucrânia presente na mesa de negociações.
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