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A Rússia tem dúvidas quanto à realização de uma reunião em Abu Dhabi e Zelenski insta a mantê-la na Turquia, Suíça ou Áustria BRUXELAS 3 mar. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia acusou a Rússia de usar a escalada do conflito no Oriente Médio como “desculpa” para não se reunir com a Ucrânia no âmbito das negociações para um acordo de paz, depois que o Kremlin alegou que não vê clara a realização de uma nova reunião em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, devido aos ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã.
“É claro que, para a Rússia, qualquer desculpa para não se reunir é uma boa desculpa, então isso não é muito surpreendente”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas a porta-voz-chefe do Executivo de Ursula von der Leyen, Paula Pinho, após as dúvidas manifestadas por Moscou sobre uma nova rodada de negociações com Kiev em consequência do conflito no Oriente Médio.
A porta-voz dos Negócios Estrangeiros da UE, Anitta Hipper, também se referiu a este assunto, afirmando que “a localização é uma desculpa” e que a Rússia a está a usar para “prolongar, adiar e continuar os seus ataques contra vidas inocentes na Ucrânia”.
Questionada sobre a possibilidade de algum Estado-membro da União Europeia acolher uma nova rodada de negociações, como sugeriu o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, Hipper evitou dar uma resposta, mas reafirmou o compromisso da UE com Kiev e seu trabalho para “alcançar a paz”.
As declarações de Bruxelas ocorrem depois que o Kremlin afirmou que a próxima data para a realização da nova rodada de conversações com Kiev não está nada clara e que, em todo caso, é “improvável” que ela possa ser realizada em Abu Dhabi enquanto continuarem os ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã.
“Ainda não está claro a data nem o local”, disse o porta-voz do governo russo, Dimitri Peskov, apenas um dia depois de o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, se mostrar convencido de que as negociações seriam retomadas ainda esta semana e na capital dos Emirados.
Os Emirados Árabes Unidos e outros países da região com instalações americanas têm sido alvo de ataques iranianos em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, que tirou a vida do líder iraniano, o aiatolá Alí Jamenei.
O último encontro entre Moscou e Kiev para negociar o fim da guerra ocorreu na semana passada na cidade suíça de Genebra, de onde, segundo revelou Zelenski, as partes saíram com um acordo preliminar sobre questões humanitárias, como a troca de prisioneiros, mas também militares.
Outra reunião está prevista para esta semana, mas na capital dos Emirados Árabes Unidos. O próprio Zelenski disse que, apesar das dificuldades surgidas no país do Oriente Médio, a Suíça, a Turquia, a Áustria ou mesmo o Vaticano podem ser sede dessas negociações, como já demonstraram anteriormente.
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