Publicado 23/06/2026 07:44

Bruxelas aceita o reajuste militar dos EUA na Europa e insta a que sejam preenchidas as lacunas para não “provocar” um ataque de Put

Kubilius defende a integração do Exército ucraniano na arquitetura de defesa europeia: “É o mais poderoso da Europa”

Archivo - Arquivo - O comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius
NICOLAS LANDEMARD - Arquivo

BRUXELAS, 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, alertou que a Europa deve substituir com urgência as capacidades militares que os Estados Unidos retirarão progressivamente do continente, argumentando que, caso isso não ocorra, seria “um convite aberto” para que o presidente russo, Vladimir Putin, “teste” a dissuasão dos aliados europeus.

Ele fez essa afirmação durante sua intervenção nesta terça-feira na Cúpula Europeia de Defesa e Segurança 2026, que ocorre nesta terça e quarta-feira em Bruxelas, onde apoiou o conceito de “OTAN 3.0” proposto na semana passada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que defende que os europeus assumam a liderança da defesa convencional do continente enquanto Washington reorienta suas capacidades para outras regiões do mundo.

“Os Estados Unidos transferirão capacidades, especialmente capacidades materiais, para outras partes do mundo. E precisamos estar preparados. Isso pode não acontecer em um futuro distante. Pode ser em breve. Enfrentamos agora o desafio urgente de substituir os facilitadores estratégicos norte-americanos e dispor do armamento necessário”, alertou o comissário lituano.

Kubilius acrescentou que, sem essas capacidades, a Europa ficará “mais fraca em sua defesa e em sua dissuasão”, e pediu que elas sejam desenvolvidas porque, caso contrário, “isso poderia ser um convite aberto para que Putin nos coloque à prova”, o que, em sua opinião, “continua tendo a vontade e a capacidade de testar o Artigo 5” da OTAN.

“Devemos pagar o preço da paz em vez do custo da guerra. Não preencher as lacunas estratégicas gerará consequências ainda maiores”, prosseguiu em sua explicação, citando um estudo do Instituto Kiel para a Economia Mundial que estima em 500.000 milhões de euros o montante que a UE precisa investir para garantir sua defesa, “muito superior aos 130 bilhões de euros que a Comissão propõe” no próximo orçamento.

INTEGRAR A UCRÂNIA NA DEFESA EUROPEIA

Por outro lado, Kubilius destacou que as forças militares ucranianas são “as mais fortes e poderosas da Europa” e garantiu que não existe “nenhum exército na Europa nem nos Estados Unidos capaz de conduzir uma guerra moderna” da maneira como a Ucrânia está fazendo, atribuindo essa superioridade não apenas à coragem de seus soldados, mas também à capacidade de seus comandantes.

Nesse sentido, o comissário defendeu a integração da Ucrânia na arquitetura de defesa europeia, argumentando que seria “difícil de entender” que a Europa não incorporasse “a melhor força militar do continente” à sua estrutura de segurança, e reivindicou igualmente sua integração na indústria, no mercado e na base tecnológica de defesa da UE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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