Publicado 05/01/2026 11:48

Brasil teme escalada de guerra após intervenção da Venezuela e possível interferência em suas eleições

Archivo - 21 de julho de 2025, Santiago, Chile: O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva faz um discurso durante um fórum sobre democracia e multilateralismo no Palácio La Moneda. O Presidente da República, Gabriel Boric Font, recebeu os Presiden
Europa Press/Contacto/Cristobal Basaure Araya

MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -

O governo brasileiro afirmou nesta segunda-feira que a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela para retirar do poder seu presidente, Nicolás Maduro, cria um precedente na região, que não vive um episódio semelhante desde o século passado, como parte de uma operação que também poderia afetar as eleições deste ano.

O Palácio do Planalto indicou que a principal preocupação é "o uso da força para fins políticos na América do Sul", sem sequer uma justificativa legal para o que aconteceu na noite do último sábado em Caracas, quando forças especiais dos EUA capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Nesse sentido, eles também expressaram preocupação de que a intervenção na Venezuela seja motivada pelos interesses já reconhecidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de controlar os recursos naturais de um país com as maiores reservas de petróleo do planeta.

"Hoje é o petróleo, amanhã pode ser o urânio, os minerais estratégicos. É isso que assusta", disse um assessor do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao portal de notícias G1, sob condição de anonimato.

O Brasil abriga a terceira maior reserva de terras raras do mundo, com 21 milhões de toneladas métricas, depois da China e do Vietnã, embora sua produção em 2023 tenha atingido apenas 80 toneladas. Como parte de sua guerra comercial, Trump propôs tarifas mais baixas em troca de acesso a esses recursos.

Trump fez de sua meta de política externa rastrear e explorar recursos estratégicos, como já deixou claro em suas pressões sobre a Ucrânia para assumir o controle de suas terras raras em troca de seu apoio e, agora, ao recuperar o petróleo venezuelano que ele afirma ter sido roubado de suas indústrias.

"Não se trata de defender Maduro, mas sim a soberania do povo e a estabilidade da região", observou a mesma fonte. Apesar da aliança que os governos do Brasil e da Venezuela mantiveram nos últimos anos, Lula, assim como outros líderes supostamente afins da região, como o presidente colombiano Gustavo Petro, questionaram a lisura das eleições passadas.

INTERFERÊNCIA NAS ELEIÇÕES DE 2026

Por outro lado, essas mesmas fontes não descartam algum tipo de interferência nas eleições programadas para outubro de 2026 no Brasil, nas quais se espera que o presidente Lula busque um novo mandato contra as forças conservadoras que agora foram desmanteladas após a prisão de Jair Bolsonaro por um golpe de Estado.

Apenas um ano após seu retorno à Casa Branca, Trump já se fez presente nas eleições presidenciais hondurenhas, apoiando publicamente um candidato, e nas eleições legislativas argentinas condicionou a ajuda econômica dos EUA à vitória do partido do presidente Javier Milei.

No entanto, o governo brasileiro optou por manobrar com cautela e acredita que isso dependerá dos interesses de Trump. "Ele não está interessado em democracia. Ele está interessado em como fazer negócios, em fazer bons negócios, e as próximas ações em outros lugares dependerão disso", disseram essas fontes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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