Publicado 23/07/2025 12:35

Brasil reclama junto à OMC sobre as tarifas "arbitrárias" e "caóticas" impostas pelo governo Trump

21 de julho de 2025, Santiago, Chile: O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva faz um discurso durante um fórum sobre democracia e multilateralismo no Palácio La Moneda. O Presidente da República, Gabriel Boric Font, recebeu os Presidentes do Bra
Europa Press/Contacto/Cristobal Basaure Araya

MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo brasileiro denunciou nesta quarta-feira perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) as taxas "arbitrárias" impostas "de forma caótica" pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a menos de dez dias do prazo final para as ameaças de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Em discurso na OMC, o secretário de assuntos econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Philip Gough, alertou que as medidas de Washington poderiam "lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação".

Ele também denunciou a nova política econômica de Trump como um exemplo "extremamente perigoso" de como as tarifas são usadas "como uma ferramenta para tentar intervir nos assuntos internos de outros países".

Gough enfatizou que o Brasil continuará optando pelo diálogo para resolver essa e outras disputas, mas, caso isso não seja possível do outro lado, recorrerá a todos os meios legais disponíveis para defender a economia do povo brasileiro, incluindo a mediação da OMC, segundo o portal G1.

O discurso de Gough na OMC é uma das medidas de Luiz Inácio Lula da Silva para tentar contornar as ameaças tarifárias de Trump, enquanto crescem as suspeitas de que ele esteja intercedendo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com essa pressão econômica em troca de não ser condenado por um golpe de Estado.

O presidente Lula também disse que não descarta medidas recíprocas contra os Estados Unidos se Trump continuar nessa linha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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