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MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro condenou o uso de sanções ou ameaças contra sua democracia, depois que a Casa Branca disse na terça-feira que "não tem medo" de agir dessa maneira para "proteger a liberdade de expressão", um argumento usado para defender o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que atualmente está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado após a vitória eleitoral do atual líder, Luiz Inácio Lula da Silva, no final de 2022.
Isso foi afirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil em uma breve declaração na qual "condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de força contra nossa democracia".
A pasta diplomática também rejeitou "a tentativa de forças antidemocráticas de usar governos estrangeiros para coagir instituições nacionais", em referência ao ex-presidente brasileiro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, acusados de obstruir a justiça ao financiar um complô para impedir o processo de golpe de Estado dos Estados Unidos.
Ele também assegurou que "os três poderes não se intimidarão com qualquer ataque à nossa soberania", depois de assinalar que é seu dever "defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas", o que Brasília considerou em sua nota como "o primeiro passo para proteger a liberdade de expressão".
As declarações da diplomacia brasileira ocorrem depois que a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, citou o processo contra Bolsonaro em uma coletiva de imprensa na qual assegurou que "o presidente (Donald) Trump não tem medo de usar o poder econômico e militar dos Estados Unidos para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo".
"Eu não tenho nenhuma medida adicional (contra o Brasil) para apresentar a vocês hoje. Mas posso garantir que essa é uma prioridade para o governo (dos EUA)", disse ele, coincidindo com o julgamento contra o ex-presidente Bolsonaro, e depois que Washington impôs sanções a pelo menos um dos juízes do Supremo Tribunal Federal e relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, e aplicou tarifas de 50% sobre as importações do país latino-americano.
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