Publicado 26/01/2026 20:52

O Brasil propõe a Trump que inclua a Palestina no Conselho de Paz para Gaza

Archivo - Arquivo - 26 de outubro de 2025, Kuala Lumpur, Malásia: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à esquerda, aperta a mão do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, à direita, antes do início de uma reunião bilateral à margem da C
Europa Press/Contacto/Daniel Torok/White House

MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, propôs ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que concedesse um assento à Palestina no Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, durante uma conversa telefônica mantida nesta segunda-feira, na qual concordaram em se encontrar em Washington.

O mandatário brasileiro propôs que “o órgão proposto pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e conceda um assento à Palestina”, segundo um comunicado da Presidência, que, no entanto, não especificou se aceita o convite para que o país sul-americano se junte à iniciativa da Casa Branca para o enclave palestino.

Durante a ligação, que durou cerca de 50 minutos, de acordo com Brasília, Lula reiterou “a importância de uma reforma integral das Nações Unidas, que inclua a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança” além dos cinco que existem desde sua criação.

Os dois líderes, que combinaram um encontro na capital americana previsto após uma viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, também abordaram a situação na Venezuela após a captura pelo governo americano do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no último dia 3 de janeiro. e, nesse sentido, Lula insistiu com o magnata republicano na necessidade de “preservar a paz e a estabilidade na região e trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”.

Por outro lado, o chefe de Estado do Brasil comemorou “a eliminação de uma parte significativa das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros” pelo governo Trump, fato que atribuiu ao “bom relacionamento forjado nos últimos meses” entre Washington e Brasília, após tratar das “boas perspectivas” para ambas as economias nacionais: “O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo”, garantiram desde o Palácio do Planalto.

Além disso, Lula reiterou seu interesse em “fortalecer a cooperação” entre os dois governos com vistas a combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas e, em particular, “congelar os ativos de grupos criminosos e trocar dados sobre transações financeiras”, uma proposta que já foi apresentada ao Departamento de Estado em dezembro passado e que, de acordo com Brasília, foi “bem recebida” pelo inquilino da Casa Branca.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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