Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana
MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, informou nesta sexta-feira que proibiu a entrada de Darren Beattie, assessor de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, em resposta às restrições impostas por Washington ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em setembro de 2025, por ocasião da Assembleia Geral da ONU.
“Aquele americano que disse que viria aqui para visitar Jair Bolsonaro foi impedido de fazê-lo, e eu o proibi de vir ao Brasil até que o visto do ministro da Saúde seja aceito”, revelou o presidente Lula, durante a cerimônia de inauguração de um hospital, realizada no Rio de Janeiro.
“Vocês sabiam que bloquearam o visto de Padilha, de sua esposa e de sua filha de 10 anos? Sabiam?”, perguntou o presidente brasileiro, em alusão às restrições que o governo Trump impôs ao ministro para circular por Nova York durante a última Assembleia Geral das Nações Unidas.
Padilha desistiu de fazer parte da delegação de Lula devido a restrições para circular livremente pelo território norte-americano, que faziam parte de uma série de ações de Washington contra altos funcionários brasileiros, em meio às tensões diplomáticas motivadas pelas tarifas de Trump.
Há alguns dias, a defesa do ex-presidente Bolsonaro solicitou ao juiz do Supremo Tribunal Federal, e instrutor de seu processo por golpe de Estado, Alexandre de Moraes, autorização para que Beattie pudesse visitá-lo na prisão.
Embora inicialmente tenha autorizado a visita, o magistrado voltou atrás depois que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil alertou que a chegada de Beattie — da qual tomaram conhecimento pela imprensa após o pedido da defesa de Bolsonaro — poderia constituir uma “ingerência indevida” nos assuntos internos.
Por esse motivo, o Ministério das Relações Exteriores convocou nesta terça-feira o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para esclarecer os fatos. Beattie tinha previsto participar de um fórum sobre terras raras, que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, teria servido de pretexto para se reunir com o ex-presidente brasileiro.
Beattie é conhecido no Brasil principalmente por suas críticas veementes ao juiz De Moraes, a quem acusou de censurar e perseguir Bolsonaro e seus seguidores, além de defender as sanções que o governo Trump impôs contra ele.
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