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MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira que, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reunirá com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante a reunião do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade norte-americana de Milwaukee, onde manterão negociações sobre a guerra de tarifas travada entre os dois governos, após Washington ter decretado uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
“Há uma cúpula do G20 marcada para os dias 30 de setembro e 1º de outubro nos Estados Unidos, e tanto nós quanto o USTR esperamos realizar uma reunião presencial por lá. O ministro Mauro Vieira e eu viajaremos para Milwaukee, onde provavelmente nos reuniremos com o embaixador Greer”, afirmou Elias Rosa em declarações ao sair de uma reunião no Palácio do Planalto, divulgadas pelo portal de notícias G1, do jornal ‘O Globo’.
No entanto, o ministro destacou que, por enquanto, não há nenhum acordo quanto às negociações tarifárias entre os dois países. “Combinamos realizar essas reuniões lá, e as equipes técnicas têm se comunicado normalmente”, ressaltou.
No entanto, ele antecipou uma agenda bilateral intensa, com uma reunião entre os respectivos ministros da Indústria e do Comércio que servirá de preparação para a reunião que contará com a presença dele, de Vieira e de Greer. “Teremos reuniões bilaterais com quase todos os participantes do G20, mas a reunião que queremos realizar, para a negociação, é esta”, destacou.
Na última reunião entre o Brasil e os Estados Unidos para discutir o aumento das tarifas, em 31 de agosto, Elias Rosa e Vieira transmitiram a Washington que “o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, as quais não são compatíveis com as normas comerciais multilaterais”, segundo um comunicado divulgado na época pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os Estados Unidos aplicaram duas tarifas ao Brasil. A primeira, de 25%, por supostas práticas comerciais desleais, e a segunda, de 12,5%, por supostas deficiências no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, embora essa última tarifa, aplicada a dezenas de países, tenha substituído a tarifa geral de 10% que o governo de Donald Trump havia imposto de forma praticamente global e que expirou em julho.
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