Europa Press/Contacto/Marwan Naamani
MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades brasileiras lamentaram nesta segunda-feira a morte de uma mãe e de seu filho de onze anos, ambos de nacionalidade brasileira, juntamente com o pai do menino, de nacionalidade libanesa, em consequência de um bombardeio ocorrido no domingo no sul do Líbano, que atribuíram às Forças de Defesa de Israel (FDI).
Especificamente, o ataque ocorreu no domingo em Bint Jbeil, na província de Nabatiye, onde causou a morte da mulher e de seu filho de onze anos, além da do pai do menor. Além disso, outro filho do casal, também brasileiro, encontra-se atualmente hospitalizado, conforme precisou em um comunicado o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
“Este ataque constitui mais um exemplo das repetidas e inaceitáveis violações do cessar-fogo anunciado em 16 de abril, que já causaram a morte de dezenas de civis libaneses, entre eles mulheres e crianças, bem como de uma jornalista e dois membros franceses da Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FINUL)”, destacou o texto do ministério.
Em seguida, após condenar da forma “mais enérgica” os “ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo”, tanto por parte das Forças israelenses quanto do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil repreendeu as “demolições sistemáticas de residências e outras estruturas civis” no sul do país “realizadas ao longo das últimas semanas pelas Forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses”.
Por isso, Brasília instou as partes a “cumprir integralmente” os termos da Resolução 1701, de 2006, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu as condições do cessar-fogo que pôs fim à guerra. Da mesma forma, instou pela cessação imediata das hostilidades, com a retirada “total” das forças israelenses do território libanês.
Nesta mesma segunda-feira, o Ministério da Saúde do Líbano elevou para 2.521 o número de mortos e para 7.804 o de feridos em decorrência dos ataques perpetrados pelo Exército israelense nesta última ofensiva, reiniciada em 2 de março pelo Hezbollah em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã no último dia 28 de fevereiro.
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