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MADRID 31 maio (EUROPA PRESS) -
A Secretaria de Saúde de São Paulo informou neste sábado que um homem de 37 anos, de origem congolesa, que apresentou sintomas compatíveis com o ebola, encontra-se hospitalizado aguardando os resultados.
O paciente, que teria viajado recentemente para a República Democrática do Congo, foi atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de ser transferido para o Hospital Emilio Ribas após apresentar sintomas compatíveis com a doença. Posteriormente, ele foi colocado em quarentena e ainda se aguarda os resultados que confirmem ou descartem o diagnóstico.
“As medidas descritas foram adotadas com base na identificação de critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, análises laboratoriais e acompanhamento de acordo com os protocolos vigentes”, descreveu o comunicado da secretaria.
Regiane de Paula, coordenadora de saúde do Escritório de Coordenação para o Controle de Doenças do Departamento de Saúde de São Paulo, destacou que se trata de um caso sob investigação, mas afirmou que considera improvável o risco de propagação da doença na região.
"Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a falta de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul, e a forma como a doença se transmite, que requer contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de indivíduos infectados sintomáticos", detalhou.
Na última semana, a agência de saúde da ONU constatou um agravamento da crise ao confirmar 49 novos casos e oito mortes adicionais em relação ao balanço anterior na República Democrática do Congo. A este total somam-se 160 casos suspeitos e 47 mortes prováveis sob análise.
Além disso, a OMS relatou um caso confirmado fora do continente: um cidadão norte-americano que contraiu o vírus após atender pacientes no Congo e que atualmente recebe tratamento médico na Alemanha.
Ao contrário de crises sanitárias anteriores, as autoridades enfrentam sérias dificuldades para conter a propagação, pois a cepa Bundibugyo apresenta capacidade limitada de diagnóstico devido à falta de testes específicos na região, o que retarda a detecção precoce dos infectados.
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