Publicado 16/07/2025 16:59

Brasil diz que está "disposto" a negociar uma solução "mutuamente aceitável" para as tarifas dos EUA

El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
Joédson Alves/Agencia Brazil/dpa

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo brasileiro enviou uma carta às autoridades norte-americanas na qual expressou sua "disposição" para negociar uma solução "mutuamente aceitável" para as tarifas de 50% anunciadas na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, argumentando não apenas o déficit comercial, mas também o julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por um golpe de Estado.

"O Brasil continua disposto a trabalhar com as autoridades norte-americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar a relação histórica entre os dois países e mitigar os impactos negativos do aumento das tarifas sobre nosso comércio bilateral", diz a carta.

No entanto, expressou sua "indignação" com a imposição de tarifas, uma vez que "terá um impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco a sólida e profunda aliança econômica". "O Brasil tem mantido um diálogo de boa-fé com as autoridades norte-americanas em busca de alternativas para melhorar o comércio bilateral, apesar do acúmulo de grandes déficits", afirmou.

O governo brasileiro enfatizou que, para progredir nas negociações, pediu "repetidamente" a Washington que "identificasse áreas específicas de preocupação para seu governo" e, "nesse mesmo espírito", em meados de maio, apresentou uma proposta preliminar confidencial contendo áreas de negociação "para explorar soluções mutuamente acordadas". No entanto, Brasília "ainda está aguardando uma resposta" à sua proposta.

A carta, assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi enviada ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e foi tornada pública depois que este último informou a abertura de uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil para determinar se elas restringem as exportações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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