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Os presidentes da Bolívia, Chile e Colômbia demonstram seu apoio ao Brasil após a condenação pela tentativa de golpe de Estado
MADRID, 12 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse na quinta-feira que a democracia brasileira não será intimidada por "ameaças" como a feita pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que declarou que Washington "responderá de acordo" com a sentença contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
"Ameaças como a feita hoje pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em uma declaração que ataca as autoridades brasileiras e ignora os fatos e as provas concretas do caso, não intimidarão nossa democracia", disse o serviço diplomático brasileiro na rede social X.
Dessa forma, o Itamaraty - como o ministério é conhecido por causa do palácio que abriga seus escritórios - advertiu que continuará a "defender a soberania do país contra agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem".
A diplomacia brasileira, portanto, respondeu a Rubio, que disse que "os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas". "A perseguição ao sancionado violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continua, pois ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal decidiram injustamente prender Bolsonaro", disse, referindo-se ao juiz relator do caso.
Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a sentença de "surpreendente". "É muito semelhante ao que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram", disse ele, referindo-se ao ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
APOIO DOS LÍDERES LATINO-AMERICANOS ÀS INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
A intervenção de Washington também foi respondida por outros presidentes latino-americanos, como o presidente da Bolívia, Luis Arce, que rejeitou "as declarações interferentes dos Estados Unidos contra o Brasil", que ele definiu como "um país livre e soberano" em uma América Latina que "é uma zona de paz".
"Ameaçar usar o poder econômico e militar, em suposta defesa da liberdade de expressão em favor de Bolsonaro, constitui uma interferência colonialista e inaceitável nos assuntos internos de uma nação soberana e viola o direito internacional", denunciou em uma mensagem no X, na qual também demonstrou apoio ao seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Da mesma forma, citando a ameaça de Marco Rubio às instituições brasileiras, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu que "todos os golpistas devem ser condenados". "Essas são as regras da democracia", afirmou ele na mesma rede social.
Da mesma forma, o presidente do Chile, Gabriel Boric, demonstrou seu "respeito pela democracia brasileira, que resistiu a uma tentativa de golpe de Estado e hoje julga e condena os responsáveis". "Tentaram destruí-la e hoje ela acaba fortalecida", comemorou, terminando sua postagem no X com "democracia sempre".
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