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MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O governo do Brasil condenou o tratamento “humilhante” a que foram submetidos os ativistas da frota a caminho de Gaza que foram detidos pelas autoridades israelenses no porto de Ashdod após serem capturados em águas internacionais do Mar Mediterrâneo, enquanto o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de “nazista”.
“O Governo brasileiro lamenta o tratamento degradante e humilhante infligido pelas autoridades israelenses, em particular pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, aos participantes da Flotilha Global Sumud”, indicou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil em um comunicado.
Nessa mesma linha, Brasília exigiu a libertação “imediata” de “todos os ativistas detidos”, entre os quais, lembrou, encontram-se quatro cidadãos brasileiros; ao mesmo tempo em que reclamou o “pleno respeito” aos seus direitos e dignidade, de acordo com os compromissos internacionais assumidos por Israel, como, especificou, a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.
Por sua vez, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou o próprio Gvir como um “verdadeiro nazista” contra aqueles que “apenas queriam impedir o genocídio em Gaza”.
Foi nesta quarta-feira que o ultradireitista Itamar Ben Gvir publicou nas redes sociais um vídeo no qual aparecia agitando uma bandeira israelense e caminhando entre ativistas internacionais algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde haviam chegado após serem interceptados em águas internacionais.
“É assim que recebemos aqueles que apoiam o terrorismo. Bem-vindos a Israel", indicou então o ministro israelense ao lado do referido vídeo, que começava mostrando como vários agentes agarravam pela cabeça e obrigavam a se ajoelhar uma ativista algemada que gritou 'Palestina livre' com a chegada de Gvir ao local onde estavam detidos.
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