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MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
Celso Amorim, assessor de assuntos internacionais da Presidência do Brasil, garantiu que a China oferece "mais oportunidades" e "menos riscos comerciais" do que os Estados Unidos, após a guerra tarifária lançada pelo presidente Donald Trump, que coloca em risco os princípios da política externa brasileira.
"A China agora tem recursos disponíveis para investir no exterior que os Estados Unidos não têm (...) A China hoje oferece ao Brasil mais oportunidades e menos riscos", disse o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal 'O Globo'.
Amorim explicou que talvez os Estados Unidos não pretendam apenas impor tarifas indiscriminadamente, mas também "forçar" os países a realizar negociações bilaterais em detrimento do sistema multilateral.
"Essa ruptura do multilateralismo é expressamente apontada na nota da Casa Branca, que também elogia os acordos do século passado", disse Amorim, lembrando que a recessão iniciada na década de 1930 teve como uma de suas causas as políticas que Washington está defendendo agora.
"O colapso do sistema multilateral traz consigo danos muito maiores do que qualquer vantagem comparativa que ele possa ter", alertou, sem descartar a possibilidade de uma recessão internacional, embora veja uma certa "percepção diferente" nos Estados Unidos após a "tempestade global" desencadeada por Trump.
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