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As autoridades chilenas confirmam que "não há chilenos no incidente".
MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil rejeitou nesta quarta-feira os tiros disparados pelas forças israelenses contra uma delegação de diplomatas internacionais de mais de vinte países na cidade de Jenin, na Cisjordânia.
"O Brasil recorda a obrigação de Israel, como potência ocupante, de observar os preceitos básicos do direito internacional e de respeitar os princípios e normas da Convenção de Viena (...) incluindo a inviolabilidade do pessoal diplomático", diz o comunicado emitido pela pasta diplomática brasileira.
Além disso, Brasília instou "Israel a suspender suas ações militares na Palestina", lembrando que a Corte Internacional de Justiça "considerou ilegal a presença israelense no território palestino ocupado" em julho de 2024.
Ao mesmo tempo, a subsecretária de Relações Exteriores do Chile afirmou, após se comunicar com seu embaixador na Palestina, que "não há nenhum chileno no incidente ocorrido com uma delegação diplomática na Cisjordânia".
Na terça-feira, o Chile expressou sua condenação aos ataques "indiscriminados" do exército israelense em Gaza e se uniu aos apelos de países como França, Canadá e Reino Unido para exigir que Israel "cesse sua ofensiva militar, suspenda as restrições à ajuda humanitária e respeite o direito internacional humanitário".
Vários dos países afetados, como o México, condenaram o incidente e alguns, como o Canadá, a Espanha e a Itália, também convocaram seus respectivos embaixadores israelenses.
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