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MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro enviou uma carta às autoridades norte-americanas na qual adverte que as tarifas que o presidente Donald Trump planeja aplicar poderiam "comprometer seriamente" as relações comerciais, que até o momento têm sido "mutuamente satisfatórias" para ambos os países.
"O Brasil insta os Estados Unidos a priorizarem o diálogo e a cooperação em vez de imporem restrições comerciais unilaterais", diz o documento, que o Ministério das Relações Exteriores enquadrou nas medidas que o governo colocou em prática para responder aos potenciais danos às exportações brasileiras.
Nesse sentido, as autoridades brasileiras enfatizaram que continuam disponíveis para lidar conjuntamente com quaisquer questões que possam surgir, mas sempre em benefício dos trabalhadores, das economias e das indústrias dos dois países.
Por sua vez, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, falando do Japão, onde está atualmente em visita oficial, questionou o fato de que "países importantes" estão mais uma vez a favor de políticas protecionistas. "O multilateralismo está perdendo força diante do autoritarismo", lamentou.
"Vamos continuar a defender com veemência o livre comércio, que é a maior possibilidade de associação entre países e de desenvolvimento mútuo", disse ele durante uma breve aparição perante a mídia, juntamente com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, no Palácio Akasaka, em Tóquio.
Por ocasião do retorno de Donald Trump à Casa Branca e, com isso, de suas ameaças tarifárias, as autoridades brasileiras já se reuniram com representantes da administração norte-americana para tentar evitar que elas sejam concretizadas. Lula defendeu medidas recíprocas caso elas se concretizem.
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