Publicado 23/06/2026 12:17

Borrell critica a falta de “solidariedade” da comissária enviada a Israel para com Kallas

Archivo - Arquivo - 26 de setembro de 2025, Madri, Madri, Espanha: O ex-Alto Representante da União para Assuntos Externos e Política de Segurança, JOSEP BORRELL, expressou sua preocupação com a desestabilização do cenário político global resultante da in
Europa Press/Contacto/Ignacio Lopez Isasmendi

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O ex-Alto Representante da União Europeia para a Política Externa e ex-ministro espanhol, Josep Borrell, denunciou nesta terça-feira a falta de “solidariedade” da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, com a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, durante sua recente viagem a Israel, depois que a Comissão Europeia não esclareceu se, em seus contatos, criticou o rompimento diplomático com Kallas após o desentendimento com as autoridades israelenses.

“Israel declara Kaja Kallas ‘persona non grata’ por suposta atitude antissemita e, no dia seguinte, sua colega, a comissária Dubravka Suica, aparece em Tel Aviv e troca sorrisos e nenhuma repreensão com Gideon Saar”, criticou nas redes sociais o ex-chefe da diplomacia comunitária, ironizando a postura de Bruxelas: “que belo exemplo de solidariedade e coordenação na UE”.

Nesta mesma terça-feira, o Executivo europeu não especificou se, durante a viagem a Israel, a comissária para o Mediterrâneo abordou, no encontro com o presidente Isaac Herzog e com o ministro das Relações Exteriores Gideon Saar, a ruptura diplomática que este último anunciou na semana passada com a Alta Representante da UE.

A porta-voz-chefe do Executivo comunitário, Paula Pinho, limitou-se a responder que “isso faz parte da natureza desse tipo de conversas”, embora não tenha oferecido mais detalhes sobre se Suica abordou o assunto com seus interlocutores.

A viagem da responsável comunitária pelo Mediterrâneo ocorre poucos dias depois de o ministro das Relações Exteriores de Israel ter anunciado que cortaria “todos os contatos” com Kallas, sucessora de Borrell, por supostamente comparar o país à África do Sul do apartheid.

Em resposta, a chefe da diplomacia europeia defendeu, em outra mensagem nas redes sociais, o diálogo como “base da diplomacia” e também reafirmou a condenação da União Europeia aos “assentamentos ilegais” israelenses na Cisjordânia. Pouco depois, questionada se realmente havia comparado as ações de Israel ao apartheid sul-africano, ela evitou responder, alegando que já precisa lidar “todas as semanas” com polêmicas por causa de suas declarações privadas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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