Publicado 24/02/2026 17:34

Borrell assegura que a guerra na Ucrânia “não terminará com um acordo de paz”

O ex-ministro e alto representante da UE para Assuntos Externos, Josep Borrell, intervém durante a celebração do evento “Aguenta, Ucrânia!” na Casa América, em 24 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). O evento é realizado no início do quinquênio.
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) - O ex-Alto Representante da União Europeia para a Política Externa e ex-ministro socialista, Josep Borrell, analisou nesta terça-feira o conflito na Ucrânia, garantindo que a guerra “não vai acabar com um acordo de paz”.

“A guerra não vai terminar com um acordo de paz, porque as condições que a Ucrânia teria de aceitar são totalmente inaceitáveis”, afirmou no encerramento do evento “Aguenta, Ucrânia!”, no âmbito do quarto aniversário da invasão russa, celebrado na Casa América (Madrid).

O ex-chefe da diplomacia europeia vislumbrou que, “no máximo”, uma solução poderia ser “um acordo ao estilo coreano” de “nem paz nem guerra, com uma linha de demarcação e cada um frente ao outro”.

Nesse sentido, afirmou que a guerra “se tornou uma guerra de desgaste” em que não há certeza de “quem vai aguentar mais”, embora, em sua opinião, a Ucrânia tenha uma “forte chance de sobreviver se os Estados Unidos mantiverem a ajuda de inteligência através das constelações de satélites”. DIVISÃO INTERNA

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, anunciou na segunda-feira passada que os 27 países não conseguiram chegar a um acordo sobre o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia após o bloqueio da Hungria, que anunciou que vetaria qualquer medida a favor de Kiev até que o transporte de petróleo para seu país e para a Eslováquia através do oleoduto Druzhba fosse retomado.

Em relação a este bloqueio, Borrell classificou como “fissura interna dentro da União Europeia” o veto da Hungria à operação e assegurou que, devido a isso, o apoio europeu a Kiev “vacila por dentro”. Além disso, declarou que a Europa chega a este quarto aniversário da invasão russa “de mãos vazias por não ter sido possível aprovar uma nova ronda de sanções contra a Rússia”.

Além disso, sobre o apoio à Ucrânia, o antigo Alto Representante da UE para a Política Externa comentou que, no seio do Conselho Europeu, ouviu vários países dizerem, “sem qualquer reparo”, que “esta guerra não pode ser ganha pela Ucrânia e, como não pode ser ganha, quanto mais cedo terminar, melhor”.

Para terminar, Borrell valorizou o “voluntarismo” do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, alegando que, “quando lhe ofereceram levá-lo para fora de Kiev”, ele respondeu que “não precisava de um táxi, precisava de armas”. “Esta resposta continua válida hoje”, concluiu Borrell.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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