MADRID 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Chile, Gabriel Boric, informou a libertação dos 104 compatriotas detidos na noite da última quarta-feira nos graves distúrbios ocorridos nas arquibancadas do estádio Libertadores da América, em Buenos Aires, durante a partida entre Independiente e Universidad de Chile pela Copa Sul-Americana.
Boric comunicou nesta sexta-feira, por meio das redes sociais, que o ministro do Interior, Alvaro Elizalde, que ele havia enviado à capital argentina no dia anterior para acompanhar pessoalmente a situação dos detidos e feridos, lhe deu a notícia da libertação desses torcedores.
"Continuaremos trabalhando para erradicar a violência nos estádios e, ao mesmo tempo, defender os direitos de nossos compatriotas", comentou o presidente.
A Embaixada do Chile em Buenos Aires e a Universidad de Chile foram responsáveis por providenciar a libertação de todas essas pessoas. O clube denunciou que as prisões foram "ilegítimas" e que seus torcedores não tiveram as condições mínimas de um regime democrático durante a detenção.
"Eles estavam completamente superlotados, não foram alimentados, havia alguns que estavam feridos e machucados, nem sequer receberam atendimento médico", explicou o advogado do clube, José Ramón Correa, que questionou, como Boric havia feito no dia anterior, a gestão da segurança do Independiente.
"O Independiente não tomou as medidas mínimas exigidas para um espetáculo esportivo", disse Correa, que insistiu que "as coisas foram feitas" e não descartou a possibilidade de tomar medidas legais em um futuro próximo, informa a rádio Cooperativa.
Por sua vez, o Independiente alegou que a operação de segurança "cumpriu em todos os aspectos com as normas vigentes e culpou os torcedores do time visitante por tudo o que aconteceu, embora tenha reconhecido que houve "agressões inaceitáveis por parte de grupos locais".
O jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana entre Independiente e Universidad de Chile, na quarta-feira, teve de ser suspenso assim que o segundo tempo começou devido a violentas brigas nas arquibancadas, que deixaram cerca de 20 pessoas feridas, algumas delas gravemente.
No momento dos tumultos, o jogo estava empatado em 1 a 1 e a Universidad de Chile estava ganhando por 2 a 1 no placar agregado.
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