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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Chile, Gabriel Boric, convocou na terça-feira as principais forças políticas do partido governista a realizar uma eleição primária "ampla e inclusiva" antes das eleições presidenciais de novembro próximo.
O presidente chileno fez essa declaração durante um discurso em agradecimento ao trabalho da ex-ministra do Trabalho Jeannette Jara, que no dia anterior renunciou ao cargo depois de ser indicada pelo Partido Comunista como candidata para essas eleições.
A renúncia de Jara segue a de Carolina Tohá, que foi ministra do Interior até o início de março, quando renunciou em meio às suas aspirações de liderar a candidatura da coalizão Socialismo Democrático.
"Como eu disse à minha ex-ministra do Interior, Carolina Tohá, junto com o restante das forças progressistas, temos o enorme desafio de organizar uma primária ampla e convincente que ofereça um caminho para o futuro e esperança em meio às águas turbulentas do mundo", disse Boric.
"Que defenda a democracia, a segurança, os direitos conquistados pelas mulheres que alguns querem retroceder, a conquista dos trabalhadores, o crescimento com igualdade e tantos outros avanços", acrescentou o presidente chileno em uma declaração divulgada pelo canal de notícias T13.
Boric se recusou a escolher um candidato específico e enfatizou que seu único candidato "é o Chile". "A melhor contribuição que nós, como governo, podemos dar às nossas ideias e aos chilenos é governar bem, com responsabilidade, com senso de urgência, resolvendo os problemas das pessoas", acrescentou.
O Chile realizará eleições presidenciais em 16 de novembro e, nas últimas semanas, alguns dos candidatos já estão sendo anunciados. A Constituição impede a reeleição, portanto Boric não poderá concorrer a um segundo mandato consecutivo.
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