Publicado 11/03/2026 00:15

Boric se despede de La Moneda "com as mãos limpas" e garantindo deixar um Chile "melhor do que há quatro anos".

Archivo - Arquivo - 15 de outubro de 2025, Roma, ITÁLIA/ROMA: O presidente da República do Chile, Gabriel Boric, durante a reunião de negócios Chile-Itália, no Hotel Parco dei Principi, Roma, 15 de outubro de 2025. ANSA/ANGELO CARCONI.--- .O presidente da
Europa Press/Contacto/Angelo Carconi - Arquivo

MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente cessante do Chile, Gabriel Boric, despediu-se nesta terça-feira do Palácio Presidencial de La Moneda “de cabeça erguida, com as mãos limpas” e garantindo deixar o país “melhor” do que há quatro anos, embora reconhecendo “erros” como a gestão do caso Monsalve ou a compra “frustrada” da casa do ex-presidente Salvador Allende.

“É justamente porque percorri todo o Chile que posso afirmar hoje que nosso país é um lugar melhor do que era há quatro anos”, destacou Boric em uma mensagem em vídeo publicada em suas redes sociais poucas horas antes de passar o bastão para seu sucessor, José Antonio Kast, uma mudança de comando que, segundo ele, será feita nesta quarta-feira de forma “impecável”.

Durante seu discurso, o presidente cessante assumiu sua “responsabilidade” por “erros” como a gestão do caso Monsalve, em que o ex-subsecretário do Interior chileno Manuel Monsalve foi preso por supostos crimes de violação e abuso sexual, ou o “processo frustrado de compra” da casa de Allende.

Na mesma linha, ele também admitiu que não conseguiu levar adiante o projeto da Sala Cuna, além de “encerrar” o Crédito com Garantia do Estado (CAE) e aprovar um novo financiamento para o ensino superior, com o objetivo de acabar com “essa dívida que tem sido um fardo muito pesado para milhares de famílias ao longo dos anos”.

Em seguida, após valorizar as legislaturas de seus antecessores desde que o país sul-americano recuperou a democracia, Boric reivindicou o Chile como um Estado que se constrói “com continuidade e mudança”, ao mesmo tempo em que se colocou à disposição do ultracatólico Kast, de 60 anos, que o sucederá no cargo, “para as questões de Estado” que forem necessárias.

“Quando a cerimônia terminar e tivermos entregue a faixa presidencial, sairei do Congresso como um cidadão comum e irei com Paula, Vale e Violeta construir uma vida longe da linha de frente, mas sempre consciente de que, como ex-presidente da República, tenho responsabilidades”, esclareceu.

Por fim, lembrando ter assumido “com humildade” há quatro anos a “enorme responsabilidade” de liderar o país, Boric se despediu “com grande emoção e gratidão”, bem como “com a certeza de que, onde quer que esteja”, tanto ele quanto aqueles que o acompanharam continuarão “trabalhando” por um Chile “mais justo, digno, igualitário e com a esperança intacta”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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