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MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Chile, Gabriel Boric, apresentou nesta quinta-feira ao Congresso uma reforma da Constituição para incluir o reconhecimento dos onze povos nativos que habitam o território "desde os tempos pré-colombianos".
"Isso implica o reconhecimento dos direitos individuais e coletivos indispensáveis para sua existência, bem-estar e desenvolvimento, de acordo com a Constituição, as leis e os tratados internacionais", anunciou Boric.
Esse reconhecimento constitucional "explicita, amplia e protege melhor os direitos" dos povos Mapuche, Aymara, Rap Nui, Atacameño, Lickanantay, Quechua, Colla, Diaguita, Chango, Kewéskar, Yagán e Selk'nam, enfatizou.
Boric observou que "esse projeto também consagra o princípio do interculturalismo que reconhece e valoriza a riqueza e a diversidade cultural" do Chile, onde "o diálogo permanente e o respeito mútuo entre os povos devem prevalecer".
"Um Chile onde todos nós somos e nos sentimos parte dele", disse o presidente, que também defendeu a medida como parte da "reparação" do Estado chileno a todos esses povos e que remonta aos Acordos Nueva Imperial de 1989, renovados ao longo dos anos por governos de diferentes partidos.
"É hora de cumprir essa demanda histórica e transversal", disse o presidente chileno em uma declaração publicada em suas redes sociais.
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