Marcos Moreno - Europa Press
CEUTA 31 ago. (EUROPA PRESS) -
Bombeiros, policiais nacionais, guardas civis, policiais municipais, profissionais da saúde e outros profissionais que permaneceram na linha de frente durante a crise migratória que afeta Ceuta desde o final de julho se manifestaram nesta terça-feira na Praça dos Reis para exigir soluções para uma situação que consideram insustentável e que, conforme alertaram, está levando ao limite a capacidade de resposta da cidade.
A manifestação reuniu centenas de cidadãos no centro da cidade em um protesto marcante, no qual não faltaram bandeiras da Espanha e de Ceuta, as sirenes dos veículos de emergência e os slogans exigindo uma resposta das autoridades.
Antes do início do evento, os participantes fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas relacionadas à crise. Posteriormente, foram proferidas mensagens de apoio aos trabalhadores que, nas últimas semanas, enfrentaram as consequências da chegada em massa de migrantes à cidade.
Durante a manifestação, ouviram-se slogans como “Ceuta não se vende, Ceuta se defende”, “Ceuta é Espanha” ou pedidos de renúncia dirigidos ao delegado do Governo, Miguel Ángel Pérez Triano, a quem parte dos manifestantes acusou de falta de resposta diante da situação que a cidade está vivendo.
Um dos momentos mais simbólicos do evento ocorreu quando os bombeiros desfraldaram, de uma escada mecânica, uma faixa com a mensagem “Europa, ajude”, um apelo que foi apoiado por inúmeros participantes e acompanhado de pedidos para que tanto as instituições nacionais quanto as comunitárias intervenham na busca por soluções.
“SITUAÇÃO EXCEPCIONAL”
Durante a leitura do manifesto, os organizadores defenderam que Ceuta atravessa uma situação excepcional que está afetando a segurança, os serviços públicos e a convivência, ao mesmo tempo em que clamaram pela unidade entre os cidadãos para enfrentar a crise.
“Ceuta não pode cair no caos”, afirmaram os organizadores, que apelaram à colaboração de toda a sociedade ceutina, independentemente de sua origem, religião ou condição. Da mesma forma, reivindicaram que os habitantes da cidade recebam a mesma proteção e as mesmas garantias que qualquer outro cidadão espanhol.
O texto também destacou os profissionais que atuam nos serviços essenciais. Policiais, guardas civis, bombeiros, profissionais de saúde, assistentes sociais e funcionários de outras áreas receberam reconhecimento expresso por seu trabalho nas últimas semanas.
Os organizadores exigiram mais recursos, apoio institucional e segurança jurídica para esses grupos, ao considerarem que não se pode exigir que eles enfrentem situações extremas sem dispor de recursos suficientes nem do apoio necessário das autoridades.
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