Europa Press/Contacto/Mariana Bazo
A presidente peruana, com um índice de desaprovação de 93% após um ano acima de 90%, diz que não renunciará.
MADRID, 1 out. (EUROPA PRESS) -
A presidente do Peru, Dina Boluarte, disse na terça-feira que os jovens e estudantes que convocaram protestos contra as condições de vida - aos quais se juntaram sindicatos, aposentados e trabalhadores do transporte - são influenciados por pessoas que não trabalham e que acabariam "ressentidas" como eles.
"Não vamos permitir que alguns pequenos grupos, liderados por aqueles que odeiam o país, tragam de volta a confiança que trabalhamos tanto para conquistar", disse ele, criticando "aqueles que sempre trabalharam para o Estado sem fazer absolutamente nada, aqueles que dirigiram o Estado sem nunca ganhar uma eleição democrática, e hoje, em suas tentativas desesperadas de se afogar, estão movendo um grupo de estudantes, um grupo de jovens", conforme relatado no diário peruano La República.
O chefe do governo peruano disse ainda que "não há desculpa para que eles permaneçam no conceito de ressentimento e se tornem aqueles 'ninis' que não estudam nem trabalham". "Não dêem ouvidos àqueles que nunca trabalharam, mas viveram confortavelmente às custas do Estado", acrescentou, apelando dessa forma para os manifestantes que começaram a se mobilizar em 20 de setembro para protestar contra as condições de vida no Peru.
No entanto, Boluarte, que fez essas declarações durante a apresentação do novo chefe da Polícia Nacional, Óscar Arriola, pediu a esses jovens que "não se deixem manipular" e aos peruanos em geral que "não saiam e deem um mau exemplo aos seus filhos, irmãos e vizinhos".
"Se vocês têm uma plataforma para reclamar com o governo, estamos aqui para conversar, mas não saiam destruindo propriedades privadas e públicas", pediu aos manifestantes, afirmando que seu governo "nunca negou o diálogo a ninguém". Vamos nos unir nesse abraço "blanquirrojo" que deve nos manter orgulhosos e dignos", declarou.
Por outro lado, Boluarte descartou a possibilidade de renunciar à Presidência, em referência a vários dos cantos e faixas presentes nas manifestações.
"Há alguns líderes por aí que dizem que há justiça social, que temos que ir às ruas para exigir e protestar. Mas o que eles colocam em sua plataforma de luta? Fechar o Congresso, demitir Dina Boluarte e não sei mais o quê. Isso não é justiça social, isso é uma plataforma política que eu não consigo resolver", declarou.
Nesse sentido, ela denunciou "algumas vozes que estão acostumadas a viver na anarquia, na desordem e na violência e nessa cultura de ódio que nem todos os peruanos abraçam". "Sou uma mulher democrática e vamos fortalecer nossa democracia e, por essa razão, não vou renunciar", disse ela.
Os protestos, que terminaram neste fim de semana com oito pessoas feridas, ocorreram em um momento delicado para Boluarte, cuja desaprovação pela sociedade peruana atingiu 93% em setembro e agora está acima de 90% há um ano consecutivo, de acordo com o último relatório de opinião do Instituto de Estudos Peruanos, divulgado esta semana.
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