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MADRID, 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro voltará nesta quarta-feira à Primeira Câmara do Supremo Tribunal Federal, que retomará a audiência para decidir se admite ou arquiva a denúncia apresentada contra ele e outras sete pessoas pelo Ministério Público brasileiro por golpe de Estado e insurreição após as eleições de 2022, nas quais o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, venceu.
Os cinco juízes que fazem parte dessa Câmara retomarão a sessão nesta quarta-feira, 26 de março, a partir das 9h30 (horário local, 13h30 na Espanha).30 horas na Espanha continental) antes de decidir se Bolsonaro e outras sete autoridades, incluindo seus ex-ministros Augusto Heleno (Segurança), Walter Braga Netto (Defesa), Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres (Justiça), são acusados e, portanto, formalmente acusados dos crimes de rebelião, atentado contra as autoridades e tentativa de golpe de Estado pelos ataques às instituições de 8 de janeiro de 2023.
Durante a primeira sessão, conforme relatado pela Agência Brasil, os juízes rejeitaram a anulação do acordo de delação do ex-braço direito de Bolsonaro, Coronel Mauro Cid, um extremo que havia sido solicitado pela defesa do ex-presidente de extrema direita.
Eles também descartaram outro pedido de seu advogado, desta vez para realizar o julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal e não na Câmara, uma vez que os crimes sob investigação foram supostamente cometidos por Bolsonaro e seus associados durante o exercício de suas funções.
O ex-presidente criticou a decisão dos juízes em sua conta na rede social X, onde disse que "escolhem o que serve ao objetivo político do momento e descartam o que poderia garantir um julgamento minimamente justo".
"Será que a Suprema Corte faria o mesmo se o acusado fosse outro ex-presidente? O momento "conveniente" dessas mudanças mostra que a regra foi criada para mim e, depois de mim, pode mudar novamente. Pior ainda: no caso do meu adversário (Lula), o Supremo Tribunal Federal anulou tudo, dizendo justamente que o foro competente não havia sido seguido", declarou após denunciar o que descreveu como "o casuísmo mais escandaloso da história do Judiciário brasileiro".
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal rejeitou outro pedido do advogado de Bolsonaro, desta vez para afastar os juízes Alexandre de Moraes - relator do caso - Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento contra o líder da extrema-direita, que havia alegado incompatibilidade e falta de independência devido a episódios anteriores.
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