Fellipe Sampaio/Supreme Court of / DPA - Arquivo
MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) - O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, autorizou a visita na prisão do assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre uma pena de mais de 27 anos em uma prisão em Brasília por crimes de golpe de Estado.
De Moraes, que atua como instrutor do caso, aprovou a visita de Beattie à prisão de Papuda na quarta-feira, 18, entre 8h e 10h, horário local, após a defesa solicitar excepcionalmente que o funcionário americano se encontrasse com Bolsonaro na segunda ou terça-feira daquela semana. As visitas ao ex-presidente são programadas para quartas e sábados. O juiz ressaltou que os visitantes devem se adaptar ao regime jurídico do centro penitenciário e não o contrário, a fim de respeitar a organização e a segurança.
Espera-se que Beattie, oficialmente subsecretário de Estado para Diplomacia e Assuntos Públicos, se reúna também com o senador Flávio Bolsonaro, principal candidato da direita para as eleições de outubro e filho mais velho do ex-presidente brasileiro, e participe de um evento em São Paulo sobre terras raras.
Beattie é conhecido no Brasil principalmente por suas críticas veementes ao juiz De Moraes, a quem acusou de censurar e perseguir Bolsonaro e seus seguidores, além de defender as sanções que o governo Trump impôs sobre ele.
Essas declarações aprofundaram um pouco mais a crise diplomática da época entre Washington e Brasília, devido à imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, aparentemente resolvida após os últimos encontros entre Trump e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Precisamente a boa sintonia demonstrada por ambos os líderes nessas reuniões reduziu significativamente e eliminou as tarifas sobre certas exportações, além de reverter as sanções contra De Moraes e outros altos funcionários.
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