Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, recebe alta hospitalar nesta sexta-feira, duas semanas após ter sido internado em uma unidade de terapia intensiva devido a uma broncopneumonia bacteriana, podendo assim continuar a cumprir sua pena de mais de 27 anos de prisão por golpe de Estado sob prisão domiciliar.
Ramos Caiado, um dos médicos particulares do ex-presidente, destacou nesta quarta-feira a “melhoria significativa” que ele apresenta, depois de ter deixado na terça-feira a unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, para onde foi transferido no último dia 13 de março.
Assim, ele indicou que, salvo “alguma complicação”, está previsto que ele receba alta do hospital na sexta-feira e se dirija à sua residência para continuar o tratamento médico por pelo menos 90 dias, após o Supremo Tribunal ter concedido a ele, durante esse período, o benefício penitenciário devido ao seu precário estado de saúde.
“Como o tratamento antibiótico termina amanhã, a alta está programada para sexta-feira. A radiografia de ontem à noite nos tranquilizou muito. No início da internação, já tínhamos estimado uma permanência de aproximadamente 14 dias, com base em nossa experiência com casos semelhantes”, explicou.
“Ele ainda apresenta uma lesão residual no pulmão esquerdo, o que era de se esperar dada a gravidade”, observou o médico, que informou que o ex-presidente brasileiro recebeu com “satisfação” a decisão do Supremo. “O ambiente de casa é sempre melhor”, disse ele, segundo o jornal ‘O Globo’.
Nesse sentido, ele detalhou que a residência já foi preparada para poder atender da melhor maneira possível a Bolsonaro, que poderá passar novamente pela cirurgia para tratar uma lesão no ombro, assim que se recuperar.
Vale lembrar que, em dezembro de 2025, Bolsonaro foi transferido para uma área especial da prisão de Papuda após infringir várias vezes as medidas cautelares de sua prisão domiciliar no âmbito da condenação de 27 anos de prisão contra ele por sua participação na tentativa de golpe de Estado de 2022.
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