Tania Regio/Agencia Brazil/Dpa - Arquivo
MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, recebeu alta hospitalar após uma cirurgia no ombro direito realizada na capital do país, Brasília, com autorização judicial.
Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia eletiva na articulação do ombro direito na última sexta-feira, um procedimento agendado com antecedência e no qual, segundo a equipe médica, não houve complicações.
"Ele deverá usar uma tipoia por seis semanas e, em seguida, iniciará uma fisioterapia intensiva. Estimamos um tempo de recuperação e daremos alta (médica) dentro de um prazo de seis a nove meses”, declarou o cirurgião Alexandre Paniago em uma coletiva de imprensa oferecida pela equipe médica que trata o ex-presidente, conforme noticiado pelo portal de notícias brasileiro G1.
Após a intervenção, que consistiu em uma artroscopia para reparar o manguito rotador do ombro direito, os médicos indicaram que Bolsonaro permaneceria em observação clínica e sob controle da dor, e que se esperava sua alta hospitalar caso sua evolução fosse considerada satisfatória, como finalmente ocorreu.
O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder após as eleições de outubro de 2022 e está em prisão domiciliar desde março por motivos humanitários. A cirurgia foi realizada com a autorização do juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A operação ocorre em um momento propício para seus interesses penitenciários, depois que o Congresso do Brasil derrubou na última quinta-feira o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que reduz as penas dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado.
O texto estabelece que as penas por crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando cometidos no mesmo contexto; prevê também uma redução de pena de um a dois terços para os crimes de tentativa de golpe de Estado quando cometidos em grupo, desde que o autor não tenha financiado nem exercido um papel de liderança.
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